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Parlatório Era Uma vez na Terra!

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Parlatório Cidade dos Karianthos

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Parlatório Bella

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A escritora Daniella Pontes está no Parlatório TV! Ela traz o romance Bella! Confira. #bella #romance #LiteraturaPE ...

Espaço Parlatório

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Mesmo com pouco espaço, os quadrinhos ganharam destaque na CCXP Tour

Por Clodoaldo Turcato O espaço destinado aos quadrinistas na CCXP me incomodou um pouco. Já que a base de todo o evento começa pelos quadri...

Coluna Leitura do Dia

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O romance policial de Robert Bryndza

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Curtas

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Menina Sem Nome – Documentário

O documentário mostra um crime que chocou os recifenses nos anos 70. Uma menina que apareceu morta, o crime até hoje não foi desvendado e ...

Mesmo com pouco espaço, os quadrinhos ganharam destaque na CCXP Tour

Por Clodoaldo Turcato

18053065_1265793350185428_1671891689_oO espaço destinado aos quadrinistas na CCXP me incomodou um pouco. Já que a base de todo o evento começa pelos quadrinhos, afinal os produtos que rendem milhões de dólares aos grandes estúdios e editoras começam lá na prancheta, estes deveriam ser colocados em um local mais privilegiado. Não foi assim. A entrada principal do evento levava o visitante aos estandes dos grandes Estúdios e Editoras, relegando ao quadrinho um espaço no anexo do Teatro Guararapes, onde foi ajeitado as mesas para que o público se apertasse e acompanhasse os grandes trabalhos exposto.  O nome Artist Alley não disfarçou o modo cru em que se coordenou este espaço. Isso não acontece apenas aqui, mas na maioria de eventos em que se conjugam quadrinhos e outras mídias.

Bom, de qualquer maneira podemos acompanhar alguns trabalhos e destaques que tentarei delinear rapidamente por aqui, me furtando um pouco do gosto pessoal.

Os quadrinistas geralmente utilizam feiras como a CCXP para lançamentos de produtos ou para trazer aqueles trabalhos que não foram vistos na região, como é o caso do Nordeste. Juntamente com as revistas e livros em quadrinhos, vendem-se rascunhos, produtos personalizados, posters e desenhos em geral. É um momento de encontrar monstros consagrados com Edy Barrows, José Luiz Garcia Lopes, Ed Bene, Tom Ranay e Will Conrad (todos quadrinistas dos grandes estúdios Marvel, DC e Quaker) frente a frente, conseguir um autógrafo, uma foto ou revista personalizada.

Quanto a produção é como tudo em arte: existem quadrinhos ótimos, bons, médios e ruins. Artistas consolidados e iniciantes, juntos num mesmo espaço. Cabe ao leitor fazer suas escolhas e avaliar o que convém.  Foram 185 artistas, o que, para quem quer ver toda produção, leva a uma maratona difícil de ser cumprida, por isso a necessidade de filtrar, que tantas vezes nos furta de ver bons trabalhos em detrimento de trabalhos ruins. Tivemos a oportunidade de ver alguns trabalhos interessantes como a HQ Chico Bento Daruma, de Orlandelli para o selo MSP; Doces Bárbaros de Ruis Vargas; Cachalote e Mensur, de Rafael Coutinho; Dois irmãos, de Fábio Monn e Gabriel Bá; Boca Quente, Lavagem, Talvez seja mentira e o Quinze de Shiko; Gnut, Quadrinhos A2 de Cristina Eiko e Paulo Crumbi; o pernambucano Vandrade com seu Pombo de Veneza; Brão com Cornicópia, Bad Women e As aventuras do Barão de Munchausen; Blenda Furtado com Haole; Daniel Esteves com São Paulo dos Mortes e Zapata e Cadu Simões com Comosgonia.

De qualquer maneira, o espaço Artist Alley é um grande encontro de gente consagrada e grandes expoentes dos quadrinhos mundiais, bem como coadjuvantes em busca de seu espaço. Eu acho o lugar mais legal do evento, um momento único que se vê de perto o quadrinho nascendo.

CCPX Tour Nordeste, não é um evento qualquer

Por Clodoaldo Turcato

18052891_1264497713648325_561410258_nMeus caros. Estive durante quatro dias acompanhando um dos maiores eventos do mundo dos quadrinhos, cinema, televisão, séries, games, colecionáveis e cultura Geek: A CCXP Tour Nordeste, realizada no último final de semana no Centro de Convenções, em Olinda.

Bom, primeiro vamos entender o que é a CCXP. Um grupo de fãs e profissionais de quadrinhos que, em 1968, se reuniu em um hotel na cidade de Birmingham, na Inglaterra, no que chamaram de “Comicon” (convenção de quadrinhos, em tradução livre); organizaram um “fancy dresscontest” (concurso de vestimentas). Nascia ali uma tradição que se espalhou pelo mundo e que evoluiu com o passar do tempo, vindo a incorporar outras áreas além dos quadrinhos.

Foi apenas dois anos depois, em 1970, que o formato chegou a San Diego, quando aconteceu a primeira “Golden State Comic-Con”, reunindo 300 pessoas. Embora seja a maior e mais conhecida de todas, a Comic-Con Internacional de San Diego não detém o direito sobre o nome ou formato do evento e, administrada por uma organização sem fins lucrativos, realiza apenas outros dois eventos: Wonder Con e APE – Alternate Press Expo. Uma “comic con” é, portanto, um nome que descreve e identifica um tipo específico de evento, que tem fortes raízes nos quadrinhos e que, nas últimas décadas, passou a abranger outras áreas da cultura pop como TV, cinema, games, RPG e colecionáveis, entre várias outras.

A primeira Comic Con no Brasil aconteceu em 2014, e ocupou 40.000 m² do então Centro de Exposições Imigrantes, o “Expo Imigrantes”, e levou 92.000 nerds ao delírio num evento sem precedentes para o mercado de entretenimento nacional. Os fãs puderam conferir as novidades das melhores empresas do mercado de cultura pop, pré-estreias de Operação Big Hero e O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, estandes e painéis de grandes estúdios como o da Paramount Pictures com um recado especial do astro Arnold Schwarzenegger para os fãs brasileiros, viram de perto convidados como Jason Momoa e Lino Facioli (Game of Thrones), Richard Armitage (O Hobbit), Jim Morris (presidente da Pixar), o elenco de Marco Polo. No Artists’ Alley, ícones dos quadrinhos como Klaus Janson (Cavaleiro das Trevas), José Luiz Garcia-Lopez, Sean Murphy, e brasileiros consagrados como Maurício de Souza, Rafael Grampá, Ivan Reis, Fábio Moon e Gabriel Bá.

A Comic Con seguiu sendo realizada em São Paulo nos anos de 2015 e 2016, aumentando as atrações e a participação de Estúdios Internacionais como Warner Bross, Disney, Fox, Century, Netflix, além de quadrinistas como Frank Miler e atores como Bruce Willis. O Espaço dobrou e a Comic Con se fixou no Brasil. Em 2107, os organizadores resolveram fazer com que o evento rodasse o país, ou fizesse um Tour Experimental, e assim ela chegou ao Nordeste, na cidade de Olinda.

A Comic Con não é um evento qualquer. Aliás, o nome evento me parece bem mal aplicado. A Comic Con é um balcão de venda de produtos. Sim, tudo que lá está é para comércio nu e cru. O glamour de outros tempos e de seus fundadores que eram mais fãs de que comerciantes, morreu vinte anos atrás, pelo menos. Hoje, a Feira tem o objetivo de vender quadrinhos, filmes, séries, games, vestuário personalizado, colecionáveis… Tudo que se chama de cultura Geek. E tudo é caro, triplicado pelo menos.

Outro fator é o público. A Comic Con não é barata. O ingresso custa acima de cem reais por dia, porém acerta no alvo dos fãs, e aí retorna ao saudosismo, que pagam o preço para ver seus ídolos, produtos e saber antes das novidades, além de vestirem seus personagens favoritos, transformando o local num encontro formidável de Cosplayer. O clima durante o evento é uma mistura de saudosismo e apologia aos grandes produtos de alta tecnologia atual. Eu fui com meu filho que viu os super-heróis nesta fase de séries e filmes, nunca tendo lido um quadrinho. Ele adora Homem Aranha que viu no cinema, eu adoro o quadrinho. Esta mistura de velho e novo acontece na Comic Con. Magia ou uma grande ilusão, não sei. Mas o sentimento é bom, satisfatório e só começamos a perceber a realidade fora do evento dias depois: ficamos inebriados.

A organização diz que vai trazer ano que vem para cá e, que se tudo der certo, o Evento deixará ser experimental para tornar-se permanente. Tomara que venha. Mesmo precisando de ajustes, ela atingiu seu objetivo e serve para mostra que o Nordeste tem potencial para sustentar um evento grandioso como este. De tudo, é bom lembrar que tudo começa nos quadrinhos e a maioria do que se vê é baseado naqueles desenhos que começaram a surgir de forma rudimentar antes dos anos 30. Tomara que a Feira nunca perca esta característica.

Quando a guerra decepa a arte

Por Clodoaldo Turcato

17857260_1250584371706326_717593806_nNesta semana tão tumultuada com notícias de ataques químicos e revide Estadunidense na Síria, bem como um atrito internacional entre EUA e Rússia, vou escrever sobre um episódio cruel que levou um dos maiores pintores impressionistas aos 28 anos, ou seja, em plena carreira.

Frédéric Bazillenasceu em Montpellier, França, a 6 de Dezembro de 1841. O seu início na pintura foi bastante influenciado pelas obras do seu compatriota Eugene Delacroix. Foi um dos fundadores do movimento impressionista e muito amigo de pintores como Pierre-Auguste Renoir, Claude Monet, Alfred Sisley e Édouard Manet. Além de exímio desenhista e pintor, foi um dos financiadores de Monet e Renoir, dois jovens iniciantes que não tinha nem local para morar. Amigo, leal, companheiro e um sujeito da melhor qualidade, isso diria qualquer uma a sua volta. Se tivesse alguém no mundo que merecesse melhor destino, este seria Bazille. No entanto,em 28 de Novembro de 1870,o Sargento intendente,  então Sergeant Major , é atingido no braço e no estômago e morre com apenas em 28 anos, na Batalha de Beaune-la-Rolande , uma das batalhas da guerra franco-prussiana.

Pode uma bala mudar o curso da história da arte? Certamente, uma vez que tiro prussiano, em,28 de de Novembro de 1870 , em  Beaune-la-Rolande , levou o jovem Sargento Major Frédéric Bazille, pintor civil e um dos mais promissores de sua geração. Ele não tinha 28 anos e junto com o Monet , Renoir , Sisley , era o amanhecer de Impressionismo  .

Cento e cinquenta anos depois, o que tem sido o destino dos sessenta pinturas que fazem o trabalho de Bazille? O esquecimento em primeiro lugar, em seguida, uma ressurreição tímida devido ao historiador de arte Henri Focillon em 1926 . A partir de 1950 sua pintura ganha um olhar real, extraindo-a do círculo muito local de insiders Montpellier. Este é o momento em que suas pinturas saem docírculo de família e junta-se os trilhos de imagem de museus e tem seu reconhecimento justo.

Uma de suas obras mais expressivas e que mostra toda sua genialidade é o quadro O ateliê do artista na RuelaCondamine. Um óleo sobre tela medindo 97×112 cm, que se encontra hoje no Mussé d’Orsay, em Paris, França.Em seu ateliê, Bazille mostra um de seus quadros aos colegas artistas Claude Monet e Edouadr Manet. À esquerda está Pierre August Renoir mergulhado numa conversa com o escritor Émile Zola. É um vislumbre fascinante do mundo do artista na época, seus amigos e o ambiente diário. O quadro mostra também o modelado seguro das figuras e a abordagem da cor que se tornaram a marca de Bazille. Este quadro foirecusado pelo Salon de Paris dois meses antes de sua morte. Neste momento, ao contrário dos demais impressionistas, sua arte estava madura, em alvoroço e pronta para trilar caminhos que o levariam para o topo artístico do Século XIX.Embora tenha morrido antes da primeira exposição Impressionista, Bazille ficou intimamente ligado a este movimento, uma vez que pôs em prática uma forma nova de pintura.

Bazille viveu ativamente envolvido com as questões pictóricas mais significativas da sua época – o renascimento da forma da natureza-morta, paisagens realistas, pintura figurativa em “plein-air” e o nu moderno. Inspirando-se na vibrante vida cultural de Paris, assim como de Provença, sua região natal, Bazille pintou com um estilo muito próprio.Com apenas 23 anos pintou várias obras conhecidas, incluindo O Vestido Cor-de-Rosa e a sua notável obra, Reunião de Família.Este quadro mostra algumas pessoas da família do artista, o qual se colocou no lado esquerdo da obra. Esta pintura tem alguma semelhança com a que Monet pintou no final daquele mesmo ano, em 1867. Ambos, fizeram questão de pintar figuras burguesas num jardim, sendo realizados simetricamente para criar a impressão de ser uma fotografia. Ambos, também, se preocuparam em criar efeitos de luz e sombras no chão e nas roupas das senhoras. Bazille chegou ao ponto de pintar uma luz turquesa que refletia na saia da figura sentada, ao centro da composição, um efeito surpreendente. Essa obra de Bazille é estática e mostra um grupo mais ou menos formal, mostrando um feixe de luz que atravessa as folhas das árvores e se projeta no chão. Essa obra foi aceite pelo Salão de Paris na exposição de 1868.  Bazille revelou-se como um colorista notável, apaixonado pela luz e pelo movimento das nuvens, impondo a pouco-e-pouco o seu estilo pessoal, baseado no emprego de tons suaves e num estilo essencialmente expressivo. 

De tudo, o que temos é o fim precoce de um gênio. Por isso, caro leitor, não se impressione com a guerra. Ela não é nada mais que um demônio que ceifa vidas injustificadamente. Outras obras do autor foram Oficina Furstenberg, Self Portrait, O jardineiro pequeno e Porte de la Reine. 

Parlatório Era Uma vez na Terra!

O mundo mágico do teatro infantojuvenil! Espetáculo “Era uma vez na terra”. Se liga no bate-papo!

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Alguns borrões em tela

17742407_1241710329260397_745443370_nPor Clodoaldo Turcato

Se você é do tipo que vê uma obra abstrata e confere a célebre frase “esse quadro até meu filho de cinco anos faria”, precisa conhecer a obra de Willi Baumeister para que suas convicções se firmemainda mais. Porém, eu te asseguro: você está enganado.

Willi Baumeister é sem dúvida uma das mais importantes figuras as vanguardas históricas na Alemanha. É também um dos poucos artistas desse país que teve a coragem e força para salvaguardar as ideias e esperanças Modernidade contra a opressão política do nacional-socialismo e a falha que levou à Segunda Guerra Mundial; nos anos do pós-guerra. Ele foi capaz de lançar as bases para o desenvolvimento futuro da arte. ele sintonizado com a modernidade, a afirmação de Willi Baumeister foi totalizando: seu trabalhoe seu ensinamento espalhou para além dos campos clássicos da pintura,desenho e gravura, às artes decorativas e especialmente paratipografia e design de palco. Mas Willi Baumeister era não só um artista Alemão: sua influência e suas relações profissionais e de amizade transcendeu as fronteiras geográficas da Alemanha.

E onde se vê tudo isso nestes “borrões em tela?”

Tentaremos esclarecer isso.

Nascido da crença de que a imagem do estudo representa a “grande Fantasma “uma” imagem de referência da ideia do pintor, “Baumeister levou em breve sobre esta questão, a fim de esclarecer a sua própria auto percepção como artista. Ao ver os quadros do artista o desavisado poderá imaginar que ele não desenha. Outro engano. Grandedesenhista, dominou como poucas a razão,espaço e o arranjo de figuras como o jogo de luz.

Umas das obras mais impressionantes do pintor é o quadro Mortaruru com vermelho por cima, um óleo sobre madeira medindo 100×81 cm, pintado em Stuttgart, Alemanha em 1955. Grandes borrões coloridos de forma oval aparecem na superfície deste quadro. A relação de uns com os outros – tanto em termos de forma como de cor – não é clara, criando uma sensação de tensão e desconforto. Os pequenos apêndices estão ligados aos blocos principais por linhas delicadas e frágeis que os fazem parecer brotos orgânicos matematicamente induzidos. A procura por um significado leva o espectador para outras realidades, um dos objetivos da obra de Baumeister.

O pintor flertou com o cubismo como podemos ver em telas como Le Peintre, Cabeça e Colagem de xadrez. Seus trabalhos se destacam também como coreógrafo de teatro e cinema.

Portanto, meu caro leitor, obra de Willi Baumeister não é desprovida de tema e nem inocente. Ela é caracterizada por estudo profundo e um intenso golpe provocativo que transforma alguns borrões em obra prima.Na verdade, um pouco desbotada, pálido é a longas distâncias de seutrabalho. A exuberância sensual em que parecer ser sempre um  experimento, às  vezes negrito ou chamativos não acontece com ele. Às vezes se tem a impressão de estar sentado diante de brasas fumegantes sem nenhuma chama trêmula. E sobre aquela história de que até seu filho de cinco anos tem capacidade de fazer um Baumeister: pare e repense.

O romance policial de Robert Bryndza

1400-20160912183746Por Lorena Moura

O que eu gosto em um livro de romance policial é o fato de como ele nos move a tentar decifrar algo, mesmo que ainda não tenhamos muitas peças reunidas, mas é que a vontade que ele nos instiga de tentar chegar a conclusão é muito mais forte e desafiadora, do que com outras leituras. E é isso que mais uma vez aconteceu comigo, ao ler o livro resenhado desta semana “ A garota no gelo”.

Tudo tem início quando o corpo de um jovem rica da sociedade londrina é encontrado debaixo de uma placa de gelo em um parque que fica ao sul da cidade. Os jornais ficam atônitos com a notícia e a detetive Erika Foster é convocada às pressas para ser a chefe do caso e tentar descobrir quem é o assassino e o que motivou o crime. Só que ao longo da investigação outras três mortes passam a ser associadas com a da jovem e tudo começa a ficar ainda mais misterioso. Todas elas foram jogadas com as mãos amarradas, em águas geladas nos arredores de Londres.

Logo de início o autor vai nos ambientando, nos colocando a par sobre os personagens com seus gostos, características e personalidades. Ponto positivo, porque os personagens foram bem construídos. E depois o ritmo acelera com os acontecimentos em torno do assassinato e de toda a corrida desenfreada para encontrar o assassinato.

O livro do autor Robert Bryndza é narrado em terceira pessoa, o que particularmente me agrada, porque é através dessa maneira de contar a história que vamos conhecendo ainda mais os personagens através da perspectiva deles e claro, cabe a nós tentar entender e fazer as reflexões para tentar solucionar o caso. Esse é o primeiro livro do autor publicado no Brasil, e o seu primeiro no estilo policial. Em breve, chegarão mais obras e já posso dizer que necessito realizar a leitura dessas novas também.

Outra coisa que acho bem interessante é o fato que em todo livro policial, o detetive chefe sempre está passando por algum momento difícil na sua vida pessoal. E nesse não poderia ser diferente, aqui Erika Foster volta a ativa depois de ter passado recentemente por um momento bem doloroso, ela perdeu o seu marido que também era policial, e o pior de tudo ele foi assassinado em uma operação que ela comandava. Um fato bem triste que a personagem carrega e se culpa.

No final do livro, eu não tinha ideia sobre a real identidade do assassino e nem de como tudo seria explicado. Achei que foi bastante pertinente e que o conjunto todo foi bem elaborado, claro que ás vezes, ou melhor no momento da leitura fiquei achando que era um pouco demais o desfecho, mas faz sentido. Porque muitas vezes só enxergamos o que queremos e criamos falsas ideias e impressões sobre as pessoas, e isso vale muito, mas muito mesmo para os personagens desta obra. Uma leitura envolvente e que vai te deixar angustiado para saber quem matou a garota no gelo. Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com