Um fogo não tão forte assim

NAO_BRINQUE_COM_FOGO_1374162474PPor Lorena Moura

Confesso que sou daquelas que gosta de um bom romance policial, de tentar bancar a detetive, de chegar a solução do enigma e descobrir o culpado. E quando recebo um livro deste gênero fico na maior expectativa para explorar as suas páginas e ficar completamente inserida dentro da narrativa da obra. E quando chegou o livro da coluna desta semana, “ Não brinque com fogo”, fiquei ainda  mais empolgada.

Mas o ruim é quando você cria uma grande expectativa e ela não é atingida. Faltou mais dinamismo, movimento e velocidade ao livro.  A todo momento eu achei que ele iria engrenar, mas é como se não saísse  dos 40km por hora. É como se a cada fato que merecia destaque o autor desse uma estancada no meio do caminho. E isso frusta.  John Verdon, é um bom autor, mas acho que ele diminuiu o seu ritmo e o que colocou de ação, tensão e reviravoltas em seu primeiro livro, ele esqueceu de colocar  a mesma quantidade neste. A vontade de escrever um empolgante livro foi a mesma, mas faltou  um algo a mais. Talvez uma pitada de euforia e dinamismo. Este é o terceiro livro da série do detetive Gurney.

No ano de 2000, um perigoso assassino ficou conhecido como  Bom Pastor. Ele matou seis pessoas, dentro de seus carros em movimento, em estradas americanas. Na época ele chegou a enviar uma carta onde  explicava as suas motivações, que era combater a ganância das pessoas. E todas as seis vitimas dirigiam um Mercedes. Após o sexto assassinato, ele desapareceu e nunca foi pego. Agora dez anos depois, uma estudante de jornalismo decidiu fazer um documentário falando sobre a famílias das vítimas, como elas  continuaram vivendo após essa grande tragédia. Mas esse documentário parece estar irritando muita gente, coisas estranhas começam a acontecer na casa da estudante  e muito assustada ela procura ajuda do aposentado detetive Dave Gurney. E  após ler todo o material sobre o caso do Bom Pastor, Gurney chega a conclusão de que algo está faltando, o perfil traçado dez anos atrás não  parece tão preciso. E assim o detetive aposentado, vai em busca da verdade o que vai deixar muita gente irritado. E juntos vão passar por situações bem perigosas.

Mesmo com sua boa narrativa e perfeita conexão entre os fatos, John Verdon ficou devendo desta vez. Mas já existe um quarto livro da série em construção. E não sou do tipo que condena uma autor apenas porque ele escorregou em um livro.Se neste ele não foi tão bom, nos outros  ele foi perfeito. Então mesmo deixando o fogo se apagar um pouco nesta obra, ainda tenho esperança que ele provoque um incêndio no próximo livro. Boa leitura!

Lorena Moura – jornalista colaboradora

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