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Meditação: o caminho da criatividade

meditação-benefícios-estresse Por Orlando Oda

Podemos conceituar criatividade como sendo um processo em que a partir de uma ideia ou pensamento criamos alguma coisa nova, original, que não existia antes. Inovação é o processo de recriar, inovar, reconstruir algo que já existia com melhoria.

O importante é saber que a fonte de ambos é a ideia. A questão é de onde vem a ideia? A fonte da criatividade é o pensamento que aflora repentinamente e deve criar algo novo que tenha duas qualidades essenciais: ser útil, facilitar a vida de muitas pessoas; proporcionar alegria, felicidade a um grande número de pessoas.

O processo de criatividade consiste em buscar a ideia e transformá-la em realidade. Uma ideia sem ação que transforme em um produto ou serviço útil a um grande número de pessoas é como fazer a declaração: “Eu amo a humanidade”. Não serve para nada.

Muitas vezes ouvimos o comentário: “Eu já tinha pensado nisso!”. Aparentemente é um fato sem muita importância. Mas, se analisarmos de outra forma, significa que a mesma ideia foi captada por mais de uma pessoa. Assim é possível dizer que a ideia já existia em algum lugar fora do cérebro humano e foram sintonizadas pelas pessoas segundo algum padrão de vibração mental.

Se a ideia está pronta em algum lugar significa dizer que não adianta treinar a mente para ser mais criativa. Todas as metodologias de treinamento para ser criativo, na verdade servem para sintonizar com o “banco de ideias” que está em algum lugar do universo. Assim é melhor treinar a mente para sintonizar este banco.

Steve Jobs com toda certeza entendia do assunto. De alguma forma sabia que as ideias fluíam de algum lugar, por isso ele afirmou: “Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. Tenha coragem de seguir seu coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente deseja”.

Os pensamentos do fundador da Apple junto com Steve Wozniak servem de parâmetros para desvendar o caminho da criatividade. Uma delas diz: “Penso apenas em acordar de manhã e trabalhar com pessoas brilhantes para criar coisas que, espero, sejam tão apreciadas por outras pessoas como são apreciadas por nós”.

”Criar coisas que sejam apreciadas por outras pessoas” é o mapa da criatividade. Não se falou em lucro, nem em reconhecimento pessoal. A criatividade significa criar algo novo com duas qualidades essenciais. Esse DNA precisa estar impregnado na pessoa para que possa entrar em sintonia com o “banco de ideias”. É ouvir a voz interior, o seu coração, a sua intuição. Mas é possível treinar a mente para ouvir a voz interior?  Sim, por meio da meditação.

Outra frase que ilustra o pensamento inovador do criador do I-phone: “Para se ter sucesso, é necessário amar de verdade o que se faz. Caso contrário, levando em conta apenas o lado racional, você simplesmente desiste. É o que acontece com a maioria das pessoas”. É necessário ser subjetivo. As pessoas objetivas demais só sabem pensar racionalmente, em linha reta.

Provavelmente as pessoas racionais e objetivas que estão lendo este artigo já descartaram o pensamento de que existe um “banco de ideias”. Entretanto, todos os grandes mestres que a humanidade já conheceu, afirmaram que o caminho para acessá-lo é a meditação.

Criatividade depende da sensibilidade, não depende de racionalidade. Albert Szent-Györgyi (Nobel em 1937) disse que“criatividade consiste em ver o que todo mundo vê e pensar o que ninguém pensou”. A inteligência racional só pensa o que todo mundo pensa. Quer ser criativo? Seja subjetivo, seja dócil, aprenda a ver com os olhos do coração e medite.

Orlando Oda é administrador de empresas, mestrado em administração financeira pela FGV e presidente do Grupo AfixCode.

Manifestare – Crônica

Manifestare

Do latim, tornar manifesto, público, patente. É assim que encontramos, nos mais diversos dicionários da nossa língua portuguesa, o significado da palavra “manifestar”, cujo derivado “manifestação” está num absoluto modismo. Assim como a moda, que dá voltas e se altera a cada instante, a arte chega a trilhar um caminho parecido.

Em vez de google, wikipédia e outras ferramentas de conhecimento online, vamos retomar às páginas, hoje amareladas, das antigas enciclopédias. Na minha biblioteca guardo uma relíquia escrita um pouco depois do golpe de 64 e um período antes do conturbado ano de 1968, a Enciclopédia de Moral e Cívica publicada pela Companhia Nacional de Material de Ensino. Lá, encontro que o termo “arte”, no passado, tinha uma acepção muito mais ampla do que a já empregada na década de 60. Falava-se em arte a respeito de qualquer atividade na qual se dava valor, também ao modo pelo qual ela se explicitava, por exemplo, a arte de bem viver, a arte mecânica, a poesia. Hoje, muitos estudiosos a tem como um prazer estético, uma busca do belo em si; o artista é o criador da beleza. Mas até quando esses argumentos vão permanecer intactos? Clique e Confira!