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Um inimigo do nazismo

Por Clodoaldo Turcato

18052916_1266653403432756_666888393_nSe tivéssemos que discorrer sobre efeitos que a arte sofreu com guerras, regimes totalitários e mudanças econômicas, sociais e de personalidades, teríamos material para vários artigos. No artigo passado falamos de Bazille e sua tragédia aos vinte e oito anos. Muitas vezes a arte foi induzida a não ser arte por regimes totalitários, que viram nela uma forma de liberdade autêntica. Foi assim na China com Mao Tsé-Tunge, na Rússia com Nicolau II e depois com os Bolchevistas e na Alemanha de Hitler, dentre outros. Na Alemanha, em particular, Hitler resolveu que centenas de obras se tratavam de arte degenerada e pronto. Um dos artistas perseguidos foi Max Beckmann.

Max Beckmann nasceu em Leipzig e estudou na Escola de Arte de Weimar de 1900 a 1903. Acabado o curso, passou um ano em Paris, instalando-se depois em Berlim. Nesta cidade, aderiu ao grupo berlinense Sezession. Depois de combater na primeira guerra mundial – experiência que teve efeito decisivo no seu desenvolvimento artístico -, mudou-se para Frankfurt, onde, a partir de 1923, ensinou pintura na Escola de Arte da cidade. A perseguição nazi obrigou-o a abandonar o posto em 1933, indo primeiro para Berlim, depois para Paris, em 1937, e mais tarde, em 1938, para Amsterdam. Durante nove anos conservou-se na Europa, vindo a trocá-la pelos Estados Unidos da América, onde passou os últimos três anos da sua vida.

Os primeiros trabalhos de Beckmann foram executados no estilo corrente do impressionismo alemão, influenciado também pelo simbolismo de Hans Von Marées. Foi só depois da primeira guerra mundial que um estilo mais pessoal, mais amadurecido, se desenvolveu. No Retrato da Família, de 1920, apresenta uma imagem estilizada, vigorosa e direita. As figuras são muito simplificadas, recurvadas, com grandes cabeças apertadamente dispostas num espaço reduzido, o chão erguendo-se atrás delas. Neste e noutros trabalhos deste período, é a degradação e a condição brutalizada da sociedade que Beckmann retrata, e as suas paisagens e naturezas mortas têm a mesma agressiva vitalidade. Emboraas suas primeiras obras sejam de tonalidade cinzenta , as cores tornam-se gradualmente mais vivas e, a partir de 1925, realçadas pelo uso de linhas cheias e negras, para reforçar e clarificar as formas. O contato com a pintura francesa contribuiu para uma maior simplificação e largueza. As formas tornaram-se mais fortes e o seu impacte mais vigoroso, o que pode verificar-se numa série de grandes trípticos dos anos 30 e 40. Estas obras são também menos diretas na sua crítica social que as anteriores, insistindo Beckmann em usar uma iconografia pessoal para corporizar os seus temas.

Uma de suas obras mais originais é Partida, um óleo sobre tela medindo 215,5 X 314 cm, que está no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Horror e brutalidade estão lado a lado com a paz e a serenidade nesse tríptico, num contrates direto. Os painéis da direito e da esquerda representam cenas de tortura e degradação, nas quais homens e mulheres são submetidos a dores terríveis, enquanto o painel central retrata figuras espiritualizadas no azul do mar aparentemente infinito. A obra é considerada mais forte de uma série de nove trípticos que Beckmann pintou. Ela espelha a turbulência politica da Alemanha no início dos anos 1930, quando a ascensão dos nazismo e a consequente atmosfera repressiva puseram o futuro da arte em xeque. Embora o quadro evoque com muita intensidade os sentimentos do artista e pode se considerado um exemplo do expressionismo, Beckmann não se ligou a nenhum movimento em particular.

 Esses detalhes aparecem principalmente numa série de grandes trípticos (um conjunto de três pinturas unidas por uma moldura tríplice, dando o aspecto de ser uma obra ousomente três pinturas juntas formando uma única imagem). Essas obras, nas quais começou a trabalhar em 1932, estão repletas de símbolos e ideias em formas pictóricas. Entre 1947 e 1949, foi professor na Universidade Washington de Saint Louis. Em seguida, mudou-se para Nova York, onde morreu um ano depois. Em 2011, cerca de 80 quadros de sua autoria foram expostos em exposições realizadas na sua cidade natal, Leipzig, e na cidade de Frankfurt.

A obra de Beckmann é singular. Basta olhar para o quadro e o espectador dirá com certeza o nome do artista. As linhas fortes, geralmente em preto, invadem as imagens sem sorrisos de seus trabalhos, escancarando seres em deformação ou explorados. Não há espaço para alegria e muito menos esperança. A vida é um turbilhão de cores misturadas, reveladoras e insanas que mesclam dor e desespero em linhas acentuadas. Os corpos não são belos, são naturais e o pintor não retira a mazela do dia-a-dia, ao contrário, apresenta como originalidade e nos encanta com sua crueza. Mesmo com tantos esforços, Hitler não conseguiu esconder do mundo a arte preciosa de Max Beckmann.

Outras obras suas são Festa em Paris, Dancing em Baden-Banden, Descida da Cruz, A noite e Quapi de cor-de-rosa.

O mito e a pessoa

A_CANCAO_DE_AQUILES_1365543353BPor Lorena Moura

Há poucos dias escrevi uma resenha que tinha o mesmo tema que esse de agora, a guerra de Troia, seus deuses e Aquiles . E como já falei antes, Aquiles é um dos personagens que mais me chama atenção. E neste livro, “ A canção de Aquiles”, acompanhamos tudo a partir do olhar de Pátroclo, que de forma bem serena nos descreve sobre sua vida ao lado de Aquiles. No livro, eles se conhecem desde crianças e ao longo dos anos vão ficando ainda mais próximos. E naturalmente a amizade  se torna uma admiração sem tamanho, que ao longo do tempo acaba se tornando um caso de amor.

Gostei muito deste livro. Aqui se destacaram valores como coragem, sabedoria e honra, coisas que hoje já não estão mais em alta, infelizmente. Com a escrita adorável da escritora Madeline Miller fica impossível não nos sentirmos presentes em todo esse acontecimento histórico. Ela nos transporta para a antiguidade facilmente. É como se estivessemos ao lado de Aquiles se preparando para a guerra ou acompanhando as dúvidas e pensamentos de Pátroclo. É uma linda história, contada de forma primorosa. O bacana também é o modo como ela recria diversos personagens que só conheciamos pela narrativa de Homero.

O livro é um romance, então não se deve ficar esperando por muitos detalhamentos sobre estratégias de guerras, por exemplo. É uma poesia contada em prosa, que encanta e emociona. Deixando o leitor emocionado em diversas situações. Boa leitura!

Lorena Moura- Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

Uma verdadeira aula de história

belasPor Lorena Moura
 
Uma coisa que sempre me chamou atenção foram as histórias sobre os deuses do olimpo. Cresci  procurando saber mais sobre seus caprichos, teimosias, façanhas e amores. Esses personagens históricos conseguem despertar em nós, meros mortais uma curiosidade e uma fascinação enorme. E o livro resenhado de hoje aborda com maestria este tema. “As mais belas histórias da Antiguidade Clássica, volume 1”, apresenta diversos personagens que marcaram a história do mundo. Ao todo são três obras que completam a coleção. Clique e Confira!

O amor que chega dentro de um envelope

Querida Sue_15mm.inddPor Lorena Moura

Eu sei que a tecnologia é sensacional e a cada dia vem ajudando mais e mais pessoas. Mas se tem uma coisa que não gosto dela, é a questão de que com a invenção do  e-mail, a maioria da população deixou de lado o lindo  hábito de enviar cartas para se corresponder de forma  afetuosa com os seus mais queridos. Porque se tem uma coisa que acho encantadora é o recebimento de cartas pelos correios. Aquelas cheias de desenhos, corações, mensagens inspiradoras, sejam elas de saudade ou de amor. Até hoje guardo as cartas que recebi de várias amigas e outras pessoas queridas. É um gesto de amor, atenção e carinho com os que amamos. E sinceramente, um ou trezentos emails não são capazes de passar a mesma paixão. Deve existir algo mágico naqueles papéis presos dentro de um envelope. Clique e Confira!

O bom e velho mundo da espionagem

140418_roletarussa_postPor Lorena Moura

Em um passado nem tão distante assim, o mundo assistiu perplexo a Guerra Fria. Foram tempos difíceis, testemunhados por muitos que acompanhavam temerosos  o rumo que o mundo poderia tomar.  Sempre existiu também a disputa entre Rússia e EUA. E ela  estava em todos os campos. Esportes, cultura, tecnologia, armamentos…em tudo. A Guerra Fria foi o tempo áureo da espionagem. Onde homens e mulheres arriscavam a vida em prol da pátria amada.

Com o tema de espionagem muitos autores criaram ótimas obras. Até hoje, por exemplo, o personagem mais famoso referente a este assunto,o 007 continua firme e forte, mas sempre com uma nova roupagem e claro, sempre se adaptando a modernidade. O livro resenhado desta semana, é “Roleta Russa”, um gol de placa do escritor Jason Matthews. Uma obra que detalha a  espionagem, e a coloca no tempo atual do presidente da Rússia, o Vladimir Putin. É como se a Guerra Fria nunca tivesse acabado. E com isso as velhas disputas continuam mais atuais do que nunca. Clique e Confira!

O tipo de leitura que acalma o coração

uma-longa-jornadaPor Lorena Moura

Nicholas Sparks é hoje um dos autores que mais vendem livros no mundo. Suas obras já foram traduzidas para mais de 50 países. Ele escreve sobre amor, emoções, carinho e laços que formamos diariamente com pessoas que fazem parte da nossa vida. Ele não é o tipo de autor que vai despertar em você uma ânsia desesperada de virar logo a página e passar para o próximo capítulo. É do tipo que acalma seu coração, que provoca emoções sutis e nos faz acreditar que o amor pode estar presente em qualquer lugar e que pode continuar a existir para sempre.

Em “ Uma longa Jornada” , Sparks aborda pela primeira vez em seu livro duas histórias de amor, um casal judeu e outro casal no início de sua vida. Com 91 anos, Ira Levinson acabou de sofrer um grave acidente de carro e enquanto vai lutando para ficar consciente ele começa a enxergar a imagem de sua esposa que já morreu há nove anos. Ira sabe que isso é impossível, mas ele se apega a essa lembrança e começa a relembrar as fases da sua vida, passando pelo momento em que se conheceram, a descoberta do seu amor por Ruth, o casamento, a Segunda Guerra e suas consequências para milhares de famílias. Não tão longe dali Sophia Danko, uma estudante de história da arte, vai conhecer em um rodeio um caubói que  vai mudar sua vida. Um casal diferente, que juntos vão perceber que é muito fácil estarem sempre um do lado do outro. O caubói Luke Collins, não fez faculdade, mas trabalha duro junto a sua mãe para tentar salvar a fazenda da família. Mas existe um segredo entre eles que pode abalar o relacionamento. E vocês só vão saber se lerem o livro,né. Podem deixar que eu não vou estragar a surpresa. Clique e Confira!