Restante dos dias

222Por Millisa Agnelo

Em poucos anos de vida, percebi que pra se ter uma mudança impactante, a energia teórica e prática, devem ser muito repetidas. É incrível o poder denominado ‘surdo’ que as pessoas têm.

Os dias são repetitivos, assim como os ensinamentos. Mas não basta repetir! Parece, – se não me engano – que tem um dia exato no ano, para a Srta. Redundância emanar som. No restante dos dias, ela é muda. E pior… o povo também só perde o poder denominado ‘surdo’, uma única vez. Se não for compatível, amigo, temos que esperar mais doze meses. E é assim, que se vão décadas.

Atualmente, a gente está numa surdez de quase séculos. Não avistam-se mudanças! Os sujeitos – as Redundâncias – que tentam falar, ganham, gratuitamente, um tapa-boca, que tem escrito: coloque! Primamos pelo silêncio e pela boa convivência. Quanta ironia…

E é com essa ironia, que a sociedade vai fazendo um combo especial: além de surda e da Redundância muda, tá tendo agora, vez ou outra, o poder denominado ‘cego’. Se antes não se ouvia, agora fecham os olhos pros gestos de mudança, que a Redundância encontrou de chamar a atenção. E mais: são surdos e cegos pela boa convivência.

No final, sinto eu, que o povo gosta de estar na lama. Só abrem o caixa pra balanço quando a coisa, realmente, ficou preta! Deus me livre!

Milissa é artista plástica, compositora, roteirista e produtora de cinema.

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