Patterson, e a sua arte de mexer com a imaginação do leitor

 imagemloPor Lorena Moura

Acredito que para se tentar escrever qualquer coisa é preciso criatividade. Ainda mais quando se trata de livros e do gênero policial. Porque construir um enredo que seja capaz de confundir,intrigar e mexer com a imaginação do leitor é uma demanda e tanto.

Em “Os assassinos do cartão-postal”, o autor fenômeno de vendas, James Patterson, nos apresenta um livro instigante que me fez devorar as páginas em busca de uma explicação para todos os casos apresentados nesta obra. Desta vez, Patterson escreve em parceria com Liza  Marklund, que é jornalista e escritora de ficção policial sueca. Uma parceria que deu muito certo e que em nenhum momento você acha que o livro foi escrito em duas mãos, tamanha afinidade e harmonia em tudo que é apresentado. Neste livro, Patterson nos relembra que na questão de mexer com a imaginação do público, ele é mestre  e é por isso que é tão respeitado.

O que acontece no livro, “Assassinos do cartão-postal? Ao redor do mundo, casais estão sendo assassinados e por enquanto não se sabe de nenhuma relação que os  assassinatos tem entre si, a não ser o fato dos casais estarem casados a pouco tempo. E o mais curioso, é que os assassinos mandam cartões-postais para algum jornalista da cidade onde irão cometer o próximo crime. Um prévio aviso? E logo após, eles entram em contato novamente com a mesma comunicadora, mas desta vez com fotos dos crimes já cometidos.

O personagem principal é Jacob Kanon, detetive do departamento de homicídios de Nova York.Mas ele não está oficialmente no caso. O motivo é pessoal. Sua filha Kimmy  foi uma das vítimas. E agora, ele tenta seguir todos os passos destes assassinos cruéis, até poder encontrá-los. Mas ao chegar em Estocolmo, na Suécia, ele vai contar com a ajuda de Dessie Larsson, uma jovem jornalista que acabou de receber um cartão-postal e juntos vão viver momentos de suspense, medo e de expectativa para tentar solucionar o caso. Também é possível acompanhar e conhecer um pouco mais dos assassinos. Como seus nomes e o modo como atraem suas vítimas.

É um bom livro para exercitar sua mente, porque o autor te força a ir juntando as peças para tentar solucionar o mistério. E a cada vez que você acha que já tem a resposta, ele te mostra que foi um equívoco. Um livro indicado para quem assim como eu, ama os livros policiais e o fato deles serem desafiadores a ponto de testarem o seu poder de dedução. Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

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