Pantaleão e as visitadoras – crítica

Pantaleão e as visitadoras - crítica

 

Dando um retorno ainda dos meus presentes de aniversário, novembro passado. Ganhei o livro Pantaleão e as Visitadoras, do peruano Vargas Llosa. A obra conta a história de um capitão recém-promovido do exército, que recebe uma missão inusitada. Pantaleão Pantoja é aquele militar que tem tesão no ofício, que sente o maior prazer em vestir o uniforme e estampar sua moral. Em meio a tanta Pompa, Pantoja é destinado a comandar um serviço em que ele não pode nem em sonho dizer que é militar e como um bom militar, decidiu aceitar a empreitada. Pantoja tem que se mudar para Iquitos, na selva amazônica, e montar um serviço de prostitutas para os militares em missão no local, que aliás, estão ávidos, secos por sexo.
O livro é cômico e bem escrito. O engraçado é que Pantoja, todo certinho, precisa lidar com as meretrizes e frequentar a noite e as bebedeiras para poder executar um esquema bem feito, o que deixa sua mulher e sua mãe loucas, sem entender a mudança do filho; afinal um serviço secreto é um serviço secreto. Os diálogos da mulher dele com a irmã, por meio de cartas, é hilário. O enredo conta com algumas coisas que incomodam, por exemplo, os formulários que Pantoja escreve para o seu superior; os primeiros são até engraçados – um texto sério narrando algo sexual -, mas depois vai ficando monótono. A narrativa segue crescente, mostrando um desarrolho esperado, quando você ler vai me entender.
Mas enfim, Vargas Llosa é Vargas Llosa. Vale a pena. Agora vou ler Elogio de Madrasta, dele também. Em breve posto a crítica!

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