Outros jeitos de usar a boca

menorPor Lorena Moura

Tem livro que de tanto ouvir falar, acaba despertando na gente uma vontade louca de comprar e assim conferir de perto se todo esse alvoroço tem sentido ou não. E foi assim, através de uma boa jogada de marketing que me vi comprando o livro ” Outros jeitos de usar a boca”, da escritora Rupi Kaur, que nasceu na Índia, mas desde os quatro anos mora no Canadá.

O livro vem sendo apontado com um fenômeno e vem quebrando recordes de venda mundo a fora, cerca de 1 milhão de exemplares já foram vendidos. A obra é dividida em quatro partes: o amor, a dor, a ruptura e a cura. São poemas que falam sobre sobrevivência, amor, sexo, abuso, perda, trauma, cura e feminilidade.

O que eu mais gostei do livro é que Rupi destaca de forma poética o fato de que nós mulheres devemos sempre ser as autoras e personagens principais de nossa própria vida.SEMPRE! Não espere por ninguém para ser feliz e existir.

Falando de mulher para mulher, a autora ainda destaca uma coisa que acredito bastante, que só nos amando primeiro podemos amar outra pessoa. É aquela velha história de se valorizar, mimar, amar e se respeitar. Não se trata apenas de autoestima, mas sim de amor próprio, coisa que infelizmente muitos homens e mulheres se esquecem diariamente. Por favor, não façam isso. Como a própria Rupi escreveu: “Você precisa começar um relacionamento consigo mesma antes de mais ninguém”. Rupi transforma de uma maneira bela, a dor em poesia e provoca um reflexão  sobre diversos temas.

A leitura é tão breve e contínua. São poemas sensíveis e fortes ao mesmo tempo. Fortes mesmo, alguns provocam aquela sensação de levar um soco no estômago sem contato físico sabe… As primeiras duas partes são mais densas e sofridas. Os poemas são curtos e profundos na medida certa. É o tipo de livro que o leitor deve ler, parar e refletir. Entender cada verso ou estrofe. Procurar entender o sentimento por trás daquelas palavras agarradas.

Entendo esse livro muito como uma obra em que autora colocou tudo de si nele, não apenas que ela procurou dar o seu melhor, mas que nas linhas que vamos acompanhando é como se fosse a história da própria Rupi, de amor, dor, ruptura e cura. Fazendo uma avaliação geral da obra, eu classifico como boa, não entrou para a minha lista de preferidos, mas é uma leitura envolvente que faz com que tenhamos sempre a ânsia de conferir a próxima página que sempre vem carregada de mais sentimentos.  Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

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