O navio do inferno

o-quarto-diaPor Lorena Moura 

A história resenhada essa semana na Coluna Leitura do Dia, começa em alto mar com uma viagem de réveillon a bordo de um cruzeiro. E o que tinha tudo para ser um momento de  comemoração vai acabar em medo, gritos e muita correria. É que após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Teria sido uma falha de comunicação e pane mecânica que ocasionou o sumiço da embarcação? O estranho é que  quando o navio foi encontrado não existia nenhuma pessoa viva no cruzeiro, na verdade. Tenebroso né?  É essa a odisseia contada no livro “ O Quarto Dia”.

As autoridades aos poucos vão encontrando indícios de uma epidemia. Durante as buscas descobrem apenas os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis. Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? E claro, que as teorias da conspiração começam a aparecer, afinal foram 2.962 pessoas que desapareceram no mar do Caribe.

Toda essa imaginação é da escritora Sarah Lotz, que já tinha me encantado com o livro “Os três”, onde ela chocou seus leitores com a queda de aviões por todo o mundo. Com sua nova obra ela nos apresenta um navio que parece ter vindo do inferno. Sim, sim eu escrevi: inferno. É que tudo que acontece por lá é muito diabólico e muitas vezes surreal e assustador. Lotz consegue criar um cenário de medo constante com suas descrições. Seus personagens parecem reais, por serem suscetíveis a erros e mudanças inesperadas de comportamento( assim como nós). E são eles que dão vida a cada novo capítulo, porque por lá tudo é contado de acordo com a narrativa de cada um.

Várias hipóteses são levantadas no final do livro sobre o que teria ocasionado esse sumiço repentino do navio e de todos os presentes. Ah, e a autora também faz referências sutis ao seu primeiro livro “Os Três”. Não que o livro atual seja uma continuação, longe disso. Portanto não se preocupem, é possível ler os livros na ordem que quiserem porque a não leitura da primeira não compromete esta segunda. Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

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