O milagre que chega por um telefonema

ResenhaPor Lorena Moura

Oi, pessoal! O ano já começou e uma das minhas metas é levar  para vocês  ainda mais resenhas de obras incríveis. E o primeiro livro a ser  resenhado, já é um gol de placa. Fala sobre milagres, crenças, farsas, manipulações e amor. Começa assim: depois de ficar preso por um erro que não cometeu o nosso personagem principal, o ex-piloto das Forças Armadas  Sully Harding ainda terá que conviver com a saudade provocada pela recente morte de sua esposa. Voltando a sua terra natal, em Coldwater, ele terá que ser forte para criar o seu filho pequeno. Mas Coldwater virou notícia e agora está em todos os telejornais. Situações anormais estão acontecendo com bastante frequência pela cidade. É que alguns moradores da cidade estão recendo ligações de alguns familiares seus, mas o problema é que estes parentes já faleceram.

Como isso é possível, você me pergunta meu caro leitor. E eu respondo: Não faço ideia. Será que Colwater está mais perto do céu do que os outros lugares? Será o fim dos tempos? Farsa? E todo esse mistério descrito no livro “O primeiro telefonema do céu” promete nos deixar curiosos para saber logo o final, mas também faz com que possamos refletir sobre a vida, a morte, as pessoas e o amor que carregamos conosco o tempo todo.

O mais difícil em perder alguém que se ama muito é simplesmente não poder mais escutar sua voz. E aí o que nos resta é tentar puxar pela memória esse doce som de quem vimos partir.  E quando vários personagens como Katherine cuja irmã morreu há dois anos; Tess que perdeu a mãe; e o delegado Jack que convive com a morte do seu filho, começam a receber essas ligações com a voz idêntica a de seus parentes, eles ficam em  choque. Mas passado o primeiro instante esse mesmo choque se transforma na  vontade e necessidade de espalhar a boa nova para todos. E com essa notícia a vida de muita gente vai ficar  exposta e também fará com que várias pessoas fiquem coladas aos seus telefones esperando por uma ligação do céu.  É a esperança que dessa vez chega através de um telefonema.

Um fato interessante da obra é que o autor Mitch Albom vai misturando na sua narrativa, alguns detalhes sobre a história do telefone e a do seu criador Alexander Graham Bell. Esse é um livro sensível, que nos toca de verdade. Digo isso porque já perdi alguém muito importante, e sei o quanto um telefonema desse seria valioso. É aquela história de se apegar de todo jeito a algo que possa nos trazer um conforto. E claro, sonhar com a ilusão de poder ter uma segunda chance de falar com alguém que já se foi. Desejo um 2015 cheio de muita leitura para todos nós! E vocês, já tem uma meta de quantos livros pretendem ler este ano?  Boa leitura!

Lorena Moura

lorenamoura87@gmail.com

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