O Ato selvagem

gavel_and_books_810_500_55_s_c1Por: Milissa

Outro dia, entrei num debate aparentemente construtivo, onde o tema era: julgamento aos gays e liberdade aos héteros insanos. Uns achavam que não era cabível essa comparação, outros preferiram não perder as amizades e eu, como sempre, fui com aquela vontade de acabar com o preconceito e, mais uma vez, acabei sendo mal interpretada e chamada de formidável. Ora! Estava ali, engajada, pela mudança social e cultural do bem, mas, os ‘não entendedores’ – que são muitos – me esganaram. Salve-se quem puder! O mundo funciona assim: não salve ninguém e, principalmente, não tente salvá-lo. Os seus moradores são avassaladores e cruéis. Corra! Mas voltando ao assunto

‘homossexual/heterossexual’, eu só acho – achar pode, até onde sei – que na verdade, as pessoas gostam de se esconder atrás de coisas aparentemente ‘normais’. Uma relação hetero-afetiva animalesca com resquícios de masoquismo, algumas traições e outras milhares de coisas estranhas, pros falsos ‘moralistas/conservadores’ estaria dentro da talvez ‘normalidade’ que eles tanto defendem. A questão dos gays é até hoje, uma certa revolução e a gente sabe, que todo ato revolucionário, vai contra o sistema padrão. Muitas vezes é mais fácil encontrar um beijo gay na tevê, uma relação poética e gentil, e uns poliamores felizes e respeitosos. Mas, dentro desse pseudo-sistema-padrão, é mais aceitável a relação homem-mulher, independente da relação – putaresca – estabelecida. As pessoas gostam da selvageria. Gostam de intimidar e dar uma de canibais. É chocante!

Milissa é artista plástica, roteirista e produtora de cinema.

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