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Nos trilhos do “ganha pão”. Equipe Parlatório registra o trabalho ilegal no metrô do Recife

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Basta passar uma manhã fazendo um trajeto pelas estações de metrô do Recife, que nos deparamos com o comércio ilegal e com a constatação da dificuldade do mercado de trabalho. Não há empregos para todos. O que fazer? Colocar as mercadorias “nas costas” e quebrar as regras? Se sujeitar a uma severa averiguação por parte dos seguranças, que também estão tentando levar “o pão de cada dia” para casa? Arrumar outro emprego? Tem emprego?

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No Grande Recife circulam por dia – dados fornecidos pela comunicação do Metrô – aproximadamente 400 mil passageiros. Dentre eles estão os vendedores de água, pipoca, confeitos. Um trabalho proibido pela lei, tanto estadual como federal. Em maio deste ano ações conjuntas da CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos – tentaram acabar com o serviço ilegal.

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Seis meses depois o Parlatório volta aos trilhos e registra os mesmos vendedores em seus “antigos postos”. Nossa equipe conversou com alguns ambulantes.  Uma jovem, que preferiu não se identificar, afirma que, diante a crise, ela consegue faturar uma média de R$60 por dia, meses atrás esse valor era um pouco mais que o dobro, chegava a R$150. “Mas é com esse dinheiro que estou sustentando a casa”, complementa.

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Uma das mulheres, que não também quis ser identificada, falou que muitos policiais e seguranças levam suas coisas e não permitem que eles as retirem depois. Ela gostaria de saber para onde eles levam os materiais. “Nem o endereço eles nos fornecem mais”, pontua.

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Também questionamos sobre a violência, e seu José (nome fictício) confirmou que vários ambulantes andam armados e que muitos vão para roubar; mas que também tem muita gente trabalhadora que só quer receber o dinheiro de todo mês. Já de acordo com a CBTU, os comerciantes, forçando a venda em local proibido, acabam agredindo os seguranças, e as vezes sobre até para os passageiros.

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Concluímos essa reportagem com a reflexão da professora Maria José, ela estava indo fazer compras de natal no centro do Recife, quando foi abordada pela nossa equipe. “Se o governo estadual ou federal proibi o trabalho dos ambulantes, deveria oferecer outro tipo de emprego para eles. Sem emprego a mente fica vazia, o bolso também; as estratégias mais fáceis serão: drogas ou roubos”. 

E agora? Proibir ou incentivar? Você pode contribuir, Expresse a sua opinião.

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Outras imagens no: http://www.diegoherculano.com/

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