Mesmo com pouco espaço, os quadrinhos ganharam destaque na CCXP Tour

Por Clodoaldo Turcato

18053065_1265793350185428_1671891689_oO espaço destinado aos quadrinistas na CCXP me incomodou um pouco. Já que a base de todo o evento começa pelos quadrinhos, afinal os produtos que rendem milhões de dólares aos grandes estúdios e editoras começam lá na prancheta, estes deveriam ser colocados em um local mais privilegiado. Não foi assim. A entrada principal do evento levava o visitante aos estandes dos grandes Estúdios e Editoras, relegando ao quadrinho um espaço no anexo do Teatro Guararapes, onde foi ajeitado as mesas para que o público se apertasse e acompanhasse os grandes trabalhos exposto.  O nome Artist Alley não disfarçou o modo cru em que se coordenou este espaço. Isso não acontece apenas aqui, mas na maioria de eventos em que se conjugam quadrinhos e outras mídias.

Bom, de qualquer maneira podemos acompanhar alguns trabalhos e destaques que tentarei delinear rapidamente por aqui, me furtando um pouco do gosto pessoal.

Os quadrinistas geralmente utilizam feiras como a CCXP para lançamentos de produtos ou para trazer aqueles trabalhos que não foram vistos na região, como é o caso do Nordeste. Juntamente com as revistas e livros em quadrinhos, vendem-se rascunhos, produtos personalizados, posters e desenhos em geral. É um momento de encontrar monstros consagrados com Edy Barrows, José Luiz Garcia Lopes, Ed Bene, Tom Ranay e Will Conrad (todos quadrinistas dos grandes estúdios Marvel, DC e Quaker) frente a frente, conseguir um autógrafo, uma foto ou revista personalizada.

Quanto a produção é como tudo em arte: existem quadrinhos ótimos, bons, médios e ruins. Artistas consolidados e iniciantes, juntos num mesmo espaço. Cabe ao leitor fazer suas escolhas e avaliar o que convém.  Foram 185 artistas, o que, para quem quer ver toda produção, leva a uma maratona difícil de ser cumprida, por isso a necessidade de filtrar, que tantas vezes nos furta de ver bons trabalhos em detrimento de trabalhos ruins. Tivemos a oportunidade de ver alguns trabalhos interessantes como a HQ Chico Bento Daruma, de Orlandelli para o selo MSP; Doces Bárbaros de Ruis Vargas; Cachalote e Mensur, de Rafael Coutinho; Dois irmãos, de Fábio Monn e Gabriel Bá; Boca Quente, Lavagem, Talvez seja mentira e o Quinze de Shiko; Gnut, Quadrinhos A2 de Cristina Eiko e Paulo Crumbi; o pernambucano Vandrade com seu Pombo de Veneza; Brão com Cornicópia, Bad Women e As aventuras do Barão de Munchausen; Blenda Furtado com Haole; Daniel Esteves com São Paulo dos Mortes e Zapata e Cadu Simões com Comosgonia.

De qualquer maneira, o espaço Artist Alley é um grande encontro de gente consagrada e grandes expoentes dos quadrinhos mundiais, bem como coadjuvantes em busca de seu espaço. Eu acho o lugar mais legal do evento, um momento único que se vê de perto o quadrinho nascendo.

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