Um livro assustador, eletrizante e viciante

coluPor Lorena Moura

Agora na época de natal, é comum acharmos diversos bonecos de neve espalhados por toda a cidade. Afinal, ele é uma das representações desta data comemorativa mesmo que quase nunca neve aqui no Brasil. O livro desta semana para mim foi umas das melhores obras publicadas este ano. O “Boneco de Neve” do autor, Jo Nesbo superou todas as minhas expectativas. Ele criou um história viciante, eletrizante e bem aterrorizante, para dizer a verdade. Daqueles que prendem o leitor da primeira até a última página, fazendo com que muitas vezes tenhamos que ler bem rápido para chegarmos logo ao final e descobrirmos a identidade do criminoso. Nesta obra, nada é o que realmente parece. A única coisa que tive a certeza logo no primeiro capítulo é que nunca mais irei olhar um boneco de neve da mesma forma.

A história começa assim: no primeiro dia que a neve cai em Oslo, Noruega, bonecos de neve começam a aparecer na frente de algumas casas no mesmo momento em que mulheres(sempre casadas e com filhos)  são dadas como desaparecidas e outros assassinatos começam a ser descobertos. Mas qual a ligação que poderia ter entre casos tão violentos e um singelo boneco de neve decorando o jardim de algumas pessoas? Essa resposta como vocês já devem saber, só irá ser revelada nas últimas páginas e garanto será uma surpresa e tanto.

Nesbo nos apresenta, ou melhor, nos presenteia com personagens humanos, de carne e osso, com todas as suas fraquezas e virtudes. O investigador de polícia Harry Hole é um personagem bem interessante. Daqueles bem construídos. Ele é bem humano, no sentido de possuir muitas fraquezas  e também sentimentos verdadeiros e muitas vezes, bastante confusos. É ele o nosso norte no livro, o personagem central que vai nos guiando numa caçada veloz em busca do serial killer autointitulado “ O Boneco de Neve”. A medida que fui lendo a minha impressão é de que eu estava junto do investigador  na perseguição deste criminoso maquiavélico. A cada nova pista, por mais que parecesse boba, Hole tentava enxergar além do fato e procurar diversas hipóteses para clarear esse mistério. E é esse o diferencial deste policial. Tentar enxergar um pontinho de luz, em uma escuridão assustadora.

O diferencial deste livro é que não fica nenhuma pontinha de mistério sem solução. É uma narração redonda, com todas as situações bem explicadas. Nada foge da memória criativa e perspicaz de Jo Nesbo. Ele mistura romance policial, com uma pitada de terror que acreditem, me fizeram sentir um medo. Algumas cenas são descritas de uma forma tão assustadora que não tem como ficar indiferente. Dá medo. Um medo de um boneco de neve e da mente doentia das pessoas.  O que me deixa mais tranquila, é que não comprei na semana passada um enfeite de boneco de neve que estava em promoção numa loja. Boa leitura!

Lorena Mora – jornalista
lorenamoura87@gmail.com

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