Mais um gol do mestre Zafón

dowZafónPor Lorena Moura

Ler os livros de Zafón para mim significa entrega-se a magia e se perder em um mundo que horas beira a fantasia e em outro momento te sacode com uma realidade obscura e tensa (pelo fato das obras se passarem no momento do pós-guerra ou ainda durante ela), mas bonito também pela beleza das palavras que vão se construindo ao folhear das páginas e por nos fazer lembrar que ainda existem sentimentos puros que nem a guerra e muito menos a arrogância do homem foi capaz de destruir, como uma amizade verdadeira e a paixão que os livros despertam em milhares de leitores espalhados por todas as partes do mundo.

O livro da Coluna hoje é a continuação da obra que apresentei para vocês no quarto texto publicado aqui, lembram? Foi a Sombra do Vento, um dos livros que mais me marcou e encantou. E agora tantos meses depois finalizei a leitura do Prisioneiro do Céu, que mostra a história oculta no passado do nosso querido Fermín e também de Daniel Sempere, que antes era apenas um menino de 11 anos conhecendo o Cemitério dos Livros esquecidos. Como Daniel cresceu… se tornou um chefe de família, mas não perdeu a alma de um amante da leitura, de um forte que defende os oprimidos e que faz de tudo para desvendar um mistério.

Em o “Prisioneiro do Céu”, vamos acompanhar os preparativos para o casamento de Fermín, mas eis que um visitante entra na livraria dos Sempere e Filhos e demonstra um grande interesse por um livro em especial, o Conde de Monte Cristo (do perfeito e insuperável Alexandre Dumas), e escreve a seguinte dedicatória nele: “Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro”. E isso vai ser o grande ponto de partida para uma corrida para descobrir qual o mistério que esse visitante esconde e também quem realmente é Fermín de Torres.  Um segredo que já estava escondido há duas décadas vai mudar o rumo da vida desses dois personagens.  Ao saber de toda a verdade Daniel, vai entender que essa revelação   vai o levar  até um dos maiores dilemas já enfrentados  e que jamais ele será o mesmo garoto que um dia pela madrugada, nas ruas escuras de uma Barcelona adormecida encontrou o Cemitério dos Livros. 

No desfecho final da obra, ainda ficamos com um gostinho de quero mais e somos levados a crer que esta saga ainda tem muito a revelar. Que venham mais continuações e mais autores incríveis feito Zafón para continuar a nos presentear com uma excelente obra. Se estivéssemos falando sobre futebol, poderíamos associar Zarfón a um Messi, que marca verdadeiros gols (ou melhor, obras primas) e nos proporciona uma verdadeira sensação de êxtase a cada partida, neste caso seria a cada livro publicado. Boa Leitura!

 Lorena Moura – jornalista

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