Espionagem, arte e Vaticano misturados

115856626SZPor Lorena Moura

Um livro bom é aquele que você consegue se inserir nele, visualizando todos os lugares descritos pelo autor. E  foi isso que aconteceu comigo ao devorar a obra  desta semana   “ Anjo caído”, de Daniel Silva. Eu nunca viajei para fora do país, mas pela primeira vez sem ser por livros de arte ou fotos eu pude passear pelos corredores do Vaticano e  visualizar mentalmente as obras  que compõe o magistral templo católico. E mesmo no escuro, sem figuras, apenas pelas linhas escritas eu consegui enxergar  a beleza deste lugar. Daniel Silva, consegue envolver e encantar com sua narração rica de detalhes e formas.

Em Anjo caído,  nosso personagem principal é Gabriel Allon, um ex- espião “aposentado” do serviços secreto israelita, que se encontra refugiado em Roma, para restaurar uma das obras-primas de Caravaggio. Depois de todos os conflitos pelo qual Allon passou, ele só queria um pouco de paz e aproveitar com folga sua nova vida na Itália ao lado de sua esposa, também uma ex-espiã. Mas eis que  em uma certa manhã, ele é chamado as pressas pelo monsenhor Luigi Donati, secretário do Papa, para investigar a morte de uma funcionária do Vaticano, uma restauradora que estava levantando uma pesquisa sobre algumas antiguidades. O caso para mídia foi tratado como um suicídio, mas nem Allon  e muito menos o monsenhor e o Papa acreditam fielmente nessa  hipótese. Este é o ponto de partida para uma grande aventura no mundo da espionagem, em busca da verdade. Mas logo Gabriel Allon vai descobrir que existe muito mais assuntos envolvidos nesse aparente suicídio e que o mais importante no Vaticano é sempre estar atento a regra número um: “Não faça perguntas demais”. A funcionária descobriu  segredos perigosos relacionados ao comércio ilegal de antiguidades. O que pode direta ou indiretamente( isso você só vai saber quando ler o livro) afetar um dos lugares mais sagrados para os católicos de todo o mundo.  

Daniel Silva,  misturou espionagem, arte e intrigas em sua obra. Cada um com seu peso e importância. Este é o primeiro livro que leio deste autor e devo confessar que fiquei bem feliz  devido a tamanha  qualidade com que ele cria e conta a sua história. E como descreve bem os lugares e situações.  Se todo autor escrevesse tão bem quanto Daniel Silva, teríamos um leque ainda mais extenso de boa literatura para consultar e apreciar. Espionagem,arte e Vaticano se misturam nesta obra. Uma mistura que deu certo.

Muitos podem achar que o assunto e estilo até faz com que relembremos alguns livros de Dan Brown. Eu particularmente não concordo, mas li esse comentário em uns dois sites. Mas é importante não tentar fazer esse tipo de comparação porque cada um tem o seu estilo próprio e julgar um autor ou outro não me soa como uma atitude correta. Acredito que o mais justo é deixar com que cada leitor tire as suas próprias conclusões e ache sozinho  o autor que mais o agrada. Boa leitura!

 Lorena Moura – jornalista

lorenamoura87@gmail.com

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