Category: Coluna Leitura do Dia

O novo livro de Dani Atkins

nossa_musica_-_capa_webPor Lorena Moura

Essa semana tive uma grata surpresa com o novo livro da autora Dani Atkins, “ Nossa Música”. Foi uma daquelas leituras envolventes, em que me peguei torcendo real por um personagem. Na história, Ally teve o seu último encontro com David há oito anos. E hoje em dia o que ela menos deseja é rever o ex namorado e sua esposa Charlotte. Mas agora Ally e Charlotte se reencontram em uma sala de um hospital, em uma noite decisiva. Cada uma em seu lugar, reza pela vida do seu marido.

David foi o primeiro amor e a primeira decepção de Ally. Eles foram namorados na adolescência e acabaram de uma forma brusca. Charlotte poderia ter sido a melhor amiga de Ally, se David jamais tivesse entrado na sua vida.

A história me comoveu tanto. Fiquei com o coração apertado diversas vezes, porque achei tudo tão real, coisas que poderiam ter acontecido comigo ou com você que está lendo essa Coluna agora. Porque Dani Atkins imprimiu um nível de realismo muito próximo do que conhecemos. É como se fosse o seu amigo contando a história da vida dele, ou aquela conversa que escutamos sem querer em um ônibus lotado. Ela nos mostra que o que somos é fruto das nossas escolhas e somos nós os responsáveis por todas as nossas decisões.

O livro é tão envolvente que nem senti as horas passando e quando vi já estava perto da meia noite. O livro aquece o coração com sua história de amor, doação, amizade, escolhas, renúncias, tempo e família. Com uma uma narrativa corrida, o livro é contado pelas duas personagens principais, Ally e Charlotte, que alternam suas vidas entre o presente e o passado.  São histórias  entrelaçadas que fazem com que você corra com a leitura para saber qual o final a autora reservou para a obra. Super indicado! Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

A série Outlander

Outlander1_CapaWEB.jpg reduzPor Lorena Moura

Descobri uma nova paixão, a série Outlander! Não sei se vocês conhecem as histórias da autora Diana Gabaldon, que criou um mundo paralelo que vem conquistando milhares de fãs ao redor do mundo. Eu conheci apenas recentemente pela série da TV e já fui em busca dos livros. E para começar, irei resenhar sobre a primeira obra, “Outlander – A viajante do Tempo”.

Tudo começa em 1945 quando no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall reencontra seu marido Frank após o período em que dedicou sua vida a socorrer pessoas na guerra. Quando voltam a se encontrar eles saem em uma segunda lua de mel em Inverness, na Escócia. Lá, ela conhecerá um antigo e misterioso círculo de pedras, onde testemunhará rituais. Dias depois,  ao voltar ao local e  tocar  na principal pedra, Claire irá acordar em 1743, em uma Escócia dominada por clãs guerreiros. Sim, é isso mesmo 1743. Parece meio louco não é? Mas que história não tem um pouco de loucura…

Sozinha em uma terra desconhecida e em um século diferente, Claire terá que se adaptar a esse novo tempo. Afinal, as tradições de 1743 são outras, totalmente diferentes da que conhecemos hoje. Por lá, a mulher deve ser submissa ao homem, não tendo voz em nada. Mas claro (ainda bem), que Claire irá nos representar da melhor forma e aos poucos irá mudar as ideias ultrapassadas que as pessoas tinham.

No meio desse novo caminho, ela conhecerá Jamie Fraser, um jovem guerreiro que irá colocar em risco muitos pontos da vida de Claire, como a sua fidelidade ao marido, que está 200 anos à sua frente. Eu já tenho o meu favorito nessa questão. E caso vocês venham a ler a série, me contem também.

Sobre os personagens, gosto de todos. É claro que uns menos e outros mais. Admiro a força e garra de Claire, essa personagem é uma sobrevivente, que luta pelos seus ideais e que está sempre a postos para ajudar quem precise. E o que falar de Jamie? Ele é o típico cara incrível que coloca a pessoa que ama em primeiro lugar. Outro ponto positivo ao seu favor é que ele é íntegro e cheio de virtudes, coisa rara hoje em dia. Temos ainda Frank, uma pessoa adorável que no tempo atual é o marido de Claire e em 1743 é o capitão Black Randall, que atormenta e persegue Claire e Jamie. Eu estou completamente apegada a essa série. É muito boa, gente! É uma aventura atrás da outra, com direito a brigas, espadas, amores, tradições e paixões capazes de mudar a história. Super indicado! Boa leitura!

Lorena Moura- Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

As rainhas que mudaram a Europa

1507-1.jpg 2 reduPor Lorena Moura

Eu sou completamente apaixonada pelas histórias de reis e rainhas. Sério! Eu acho que em alguma vida passada, morei na França no meio do absolutismo francês e depois em pleno anglicanismo na Inglaterra, durante o reinado de alguma rainha. No meu entendimento isso pode ser explicado por dois motivos: o primeiro é pelas histórias que escuto desde cedo do meu pai, que me apresentou aos Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas desde o dia em que escolheu o meu nome. E a segunda é a minha ida a esses dois lugares. Posso dizer que me senti em casa ao visitar a França e Londres. É uma sensação de voltar para os lugares que pertenço. É meio louco lendo assim, mas só sentindo para entender.

Voltando a literatura,  sempre procurei por um livro que tivesse as histórias desses reis e rainhas que marcaram o mundo com seus atos e descompassos. O dos reis eu ainda não encontrei( então caso alguém ache, aceito de presente), mas há cerca de 4 meses atrás encontrei a obra “ Rainhas Trágicas” que reúne diversas histórias das mulheres fortes, à frente do seu tempo, donas de si e marcadas por jogos de poder e amor. E muitas vezes, por esses dois últimos pontos citados algumas perderam a cabeça (literalmente). É essa a história do livro resenhado esta semana, que reúne a história de 15 monarcas que deixaram sua marca na história da Europa ( e no mundo) e que revolucionaram muitas instituições com seus pensamentos e ideais.

A maioria delas já nasceram com o direito ao trono, mas muitas só conquistaram o poder através dos casamentos arranjados pelos seus pais. As histórias apresentadas são de quinze rainhas, como Maria Antonieta, Mary Stuart, Catarina de Médici, Maria Leopoldina,  Ana Bolena e mais dez outras. O livro é riquíssimo em informações detalhadas desde o nascimento dessas mulheres até os dias de suas mortes. São perfis que contam as histórias de seus reinados e lendas.

O livro é caro, paguei noventa reais (ele veio diretamente de Portugal), mas vale cada real gasto. Afinal, essa obra reúne mulheres porretas que ousaram ir contra as correntes que as dominavam. Afinal, o machismo é praticado desde sempre e o mais comum na época dessas rainhas e princesas, é que elas fossem educadas para serem um exemplo, aquela velha história do ” bela, recatada e do lar”, e depois de casadas, deveriam gerar um herdeiro. Mas elas quebraram as regras (ainda bem), e passaram a governar de acordo com seus ideais. Todos deveriam ler esse livro! É história viva.

O responsável por esse exemplar incrível é o historiador Renato Drummond Neto. Para mim, sem dúvidas esse é um dos melhores livros que já adquiri na vida. Uma boa aquisição para quem assim como eu, é apaixonada pela história do mundo e pelas pessoas, afinal são elas que fazem as histórias acontecerem. Depois dessa leitura já  tenho as minhas rainhas preferidas, mas devo confessar que elas são tão incríveis que é difícil ficar fã de apenas de uma. Boa leitura!

Lorena Moura- Jornalista.

lorenamoura87@gmail.com

A menina que não acredita em milagres

a-menina-que-nao-acredita-em-milagres_1.jpg.1000x1353_q85_cropPor Lorena Moura

A personagem principal do livro resenhado esta semana “A menina que não acredita em milagres”,  se chama Campbell, ela tem 17 anos e não acredita em nada que não possa ser comprovado. Ou seja, ela não acredita em milagres. Campbell está doente, com câncer e tem pouco tempo de vida.

Para compensar o pessimismo/realismo de Cam, é como se a vida colocasse ao seu redor apenas pessoas otimistas, como a mãe dela, que não aceita o fato de perder sua filha e por isso, irá convencer a  jovem a viajar com ela e a irmã para uma cidade chamada Promise, que é conhecida pelos seus  acontecimentos inexplicáveis.

Por lá Cam conhecerá a força do primeiro amor e também testemunhará eventos inacreditáveis. Será que todos esses fatos irão mudar o posicionamento de Cam e ela passará a acreditar em milagres? O livro tem uma narrativa simples e direta, sem rodeios. Cam é jovem e carrega com si um humor ácido, com respostas para tudo e todos. E essa é uma das suas principais qualidades, porque a torna única e digamos que bem mais próxima do que poderíamos chamar de real.

Um dos pontos que merecem ser comentados também é em relação a capa linda criada pela Editora Novo Conceito. Lembro que logo que vi esse lançamento fiquei apaixonada por essa capa cheia de cores e composições. Quem nunca né?

Esse livro fala sobre amor, amizade, família, esperança e vida. É sobre viver! Mas eu digo viver na forma mais plena e pura que existe, vivendo cada dia de uma vez e extraindo dele tudo que possa conseguir. Afinal, meus amigos leitores, a vida é única para cada um de nós, e devo acrescentar o seguinte, ela é curta e não volta atrás. Por isso, viva! Viva como se fosse o último dia e não tenha vergonha de nada. A vida precisa que sejamos corajosos e cheios de vivacidade! Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

Branco como a neve

branco como a neve Simukka, Salla.jpg okPor Lorena Moura

Lumikki está de volta! Para quem não sabe, ela é a personagem principal da trilogia criada pela autora  Salla Simukka. Depois de ter passado por muitas  situações de tensão na mão da máfia, (no primeiro livro da série), a personagem agora tenta se recuperar do pesadelo que viveu.

A recuperação tem início na charmosa cidade de Praga, capital da República Tcheca. Por lá, ela irá conhecer Zelenka, que afirma ser sua irmã. Mas se tem uma coisa que o leitor vai aprender nos livros de Salla Simukka é que não se deve confiar em ninguém. Mas Zelenka conta uma história tão envolvente, que Lumikki resolve ir conhecer parte da família de sua irmã. 

No lugar, não parece existir nenhum indício de que uma família resida lá… Não existem fotos e nem pertences comuns a uma casa que deveria abrigar lembranças de quem more nela… E para deixar a situação ainda mais tensa, um dos moradores da casa morre de forma misteriosa. Lumikki ainda terá que lidar com uma seita secreta aterrorizante.

O livro resenhado hoje, “Branco como a Neve”, é o segundo da série criada por Salla Simukka. O terceiro e último será “ Negro como  o Ébano”. Eu gostei bastante da obra. Tem todo aquele ar sombrio e tenso, misturado com terror e suspense. A capa linda já mostra um pouco do que espera o leitor, uma espécie de conto de fadas misturado com terror.

Adorei também conhecer Praga através da narrativa de Salla Simukka, ela nos faz passear por diversos lugares da cidade. Eu nunca estive lá, mas posso garantir que agora já sei de algumas particularidades desse lugar. Boa leitura!

 

Lorena Moura- Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

Angus- O primeiro Guerreiro

Sem título.png okPor Lorena Moura

Eu gosto bastante de filmes e livros que tenham como pano de fundo a idade média, com todos os seus guerreiros, batalhas, reis, rainhas, magia e muita, mas muita trama. E o livro resenhado de hoje segue essa temática e conta a história de ” Angus- O primeiro guerreiro”.

Para começar, devo situar vocês no espaço de tempo em que a obra é desenrolada. O livro se passa na Bretanha, no ano de 863, quando em uma invasão, homens do norte devastam a Ilha da Bretanha, deixando o lugar um verdadeiro cenário de guerra e é quando surge Angus, que vai participar da sua primeira expedição à Terra dos Anglos do Leste e junto com o seu pai, Seawulf Sangue de Gelo são convocados por  Ivar Sem-Ossos para se juntarem ao exército viking para vingar a morte do pai de Ivar, o Ragnar. Será nessa batalha que o jovem Angus irá matar o seu primeiro homem e também sofrer um baque terrível, ele irá perder o seu melhor amigo durante a batalha.

No meio dessa confusão toda, os vikings protegidos de Ivar acabam matando um dos amigos do pai de Angus, que jura vingança, mas é claro que a traição não vai parar por aí… Ivar vai trair Seawulf, e Angus terá que fugir sozinho para o meio da floresta em busca da sobrevivência. Vale lembrar que ele ficou ferido durante a batalha.

No meio da perigosa floresta ele será ajudado por Nennius, um monge que irá ensinar ao jovem guerreiro, as sete virtudes e a fé. Depois de passar um longo período recebendo esses ensinamentos, Angus sairá em busca de vingança pela morte do seu pai. Além disso, sua meta também é deter Ivar e por fim a sua onda de destruição.

Eu particularmente gostei da leitura, que tem uma linha muito bem construída, com sequências bem amarradas e cenas muito bem descritas. Cenas essas que levam o leitor a gostar de todo o universo construído por lá. É claro que alguns eventos são bem longos, mas nada que atrapalhe o leitor apaixonado por este universo. Queria destacar também a linda edição e diagramação feita pela Editora Novo Conceito. O livro é composto por ilustrações incríveis que só contribuem para o desenvolvimento da leitura. Elas dão uma certa realidade a história desenvolvida pelo autor brasileiro, Orlando Paes Filho. Indicado! Boa leitura!

 

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com