Category: Coluna Leitura do Dia

Uma sombra na escuridão

outroPor Lorena Moura

A detetive Erika Foster está de volta em mais uma aventura eletrizante e cheia de mistérios. Ela foi novamente convocada para investigar uma cena de homicídio onde agora um médico foi encontrado sufocado na cama. Os pulsos da vítima estão presos e um saco plástico envolve sua cabeça. A cena aterrorizante fica ainda pior porque seus olhos estão abertos. Alguns dias depois, um novo corpo é encontrado nas mesmas circunstâncias. E assim, um novo padrão é formado, homens solteiros, bem-sucedidos e algo misterioso que envolve suas vidas. E na corrida contra o tempo, Erika terá que desvendar qual a ligação entre as vítimas e o assassino, além de qual mistério  eles carregam.

Um outro padrão nos romances policiais é o fato do detetive sempre ter problemas pessoais e ser recluso. E não seria diferente nesta obra, mas neste segundo livro do autor Robert Bryndza, ele nos apresenta uma Erika diferente mais humana e disposta a recomeçar. Para quem não lembra, a personagem perdeu o marido, que também era policial e se cobrava bastante por isso. Neste segundo volume, ela começa a desenvolver uma amizade com o perito criminal Isaac Strong. Mas claro que esse comentário não é garantia de nenhum futuro romance, ok…Que fique claro. Porque lá fora na obra criada Bryndza, um serial killer com sede de morte está solto fazendo novas vítimas, e cabe a polícia tentar parar esse assassino.

Uma das coisas que mais gosto nesse autor é o fato de como ele consegue nos situar  na cidade de Londres. É como se estivéssemos andando na capital da Inglaterra no mesmo momento em que acompanhamos a vida dos seus personagens. É empolgante! Dessa forma, pude me inserir novamente em Londres, revendo muito lugares pelos quais já passei. Outro ponto favorável a Bryndza é que em suas histórias não existem heróis, são pessoas comuns lutando contra o que elas tem de bom e ruim dentro delas mesmas.

Para quem não leu o primeiro livro não tem problema, porque os casos apresentados não estão interligados. E os mesmos pontos da vida sofrida da detetive Erika são novamente contados neste segundo.A narrativa é contata em primeira pessoa pelo serial killer e é intercalada pela investigação da detetive que se desenvolve na terceira pessoa. Hoje já existem dois novos livros da série, que são: Dark Water e Last Breath, mas que ainda não tem previsão de chegar por aqui. Só nos resta aguardar pela nova aventura da detetive Erika Foster. Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

Outlander- Os tambores do Outono (parte 1)

Outlander_4_Tambores_de_Outono_Parte1_28,5mm.inddPor Lorena Moura

Estou achando que vocês podem estar começando a ficar um pouco chateados por eu trazer novamente um título da série Outlander. Estão? Por favor, não fiquem. Vocês que são tão apaixonados por livros como eu, me entendem como ninguém e sabem que no momento em que ficamos viciados em uma série, é difícil deixá-la de lado. Mas prometo que vocês irão passar pelo menos uns dois meses após essa resenha sem me ouvir( ou melhor ler) sobre essa série por aqui. Ok? Prometo.

Mas vamos lá. A obra resenhada esta semana é a primeira parte do quarto livro da série “ Outlander- Os Tambores do Outono”. Depois de terem cruzado o oceano e aportarem na América colonial, Claire Randall e Jamie Fraser terão agora que encontrar um novo lar na Carolina do Norte. Por lá, irão contar com a ajuda da tia de Jamie, Jocasta Cameron, que é dona de uma propriedade na região.

Já em 1969, Brianna (filha de Claire e Jamie) procura com Roger (descendente do clã Mackenzie), as respostas sobre a sua origem e também sobre Jamie, para conhecer um pouco o pai que nunca encontrou. Esse primeiro livro irá focar mais na chegada de Jamie e Claire no novo território. E claro, isso não será fácil e muito menos simples.  Iremos acompanhar os desafios enfrentados por eles nesta nova etapa de suas vidas. É bonito de ver, ou melhor ler, sobre o amor desses dois. É tão forte e ao mesmo tempo tão natural, que nos comove. Mas nem tudo são flores nesse livro, a autora mostra também todo a violência que ele sofrem ao serem vítimas de um assalto durante a ida para River Run.

Até agora tudo parece ocorrer na maior normalidade possível né, mas gente, a autora Diana Gabaldon nunca nos deixaria na tranquilidade. E quando tudo parece ficar mais calmo, quando é descoberto que  no meio de toda essa pesquisa existem indícios de um trágico e fatal incêndio que envolve os pais de Brianna. Roger não vai querer contar a Brianna, porque tem medo que ela tente voltar no tempo e do outro lado, Brianna também não compartilha a sua informação porque sabe que o namorado irá tentar impedi-la. Agora só me resta aguardar o próximo volume da série. Para vocês, uma boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

Outros jeitos de usar a boca

menorPor Lorena Moura

Tem livro que de tanto ouvir falar, acaba despertando na gente uma vontade louca de comprar e assim conferir de perto se todo esse alvoroço tem sentido ou não. E foi assim, através de uma boa jogada de marketing que me vi comprando o livro ” Outros jeitos de usar a boca”, da escritora Rupi Kaur, que nasceu na Índia, mas desde os quatro anos mora no Canadá.

O livro vem sendo apontado com um fenômeno e vem quebrando recordes de venda mundo a fora, cerca de 1 milhão de exemplares já foram vendidos. A obra é dividida em quatro partes: o amor, a dor, a ruptura e a cura. São poemas que falam sobre sobrevivência, amor, sexo, abuso, perda, trauma, cura e feminilidade.

O que eu mais gostei do livro é que Rupi destaca de forma poética o fato de que nós mulheres devemos sempre ser as autoras e personagens principais de nossa própria vida.SEMPRE! Não espere por ninguém para ser feliz e existir.

Falando de mulher para mulher, a autora ainda destaca uma coisa que acredito bastante, que só nos amando primeiro podemos amar outra pessoa. É aquela velha história de se valorizar, mimar, amar e se respeitar. Não se trata apenas de autoestima, mas sim de amor próprio, coisa que infelizmente muitos homens e mulheres se esquecem diariamente. Por favor, não façam isso. Como a própria Rupi escreveu: “Você precisa começar um relacionamento consigo mesma antes de mais ninguém”. Rupi transforma de uma maneira bela, a dor em poesia e provoca um reflexão  sobre diversos temas.

A leitura é tão breve e contínua. São poemas sensíveis e fortes ao mesmo tempo. Fortes mesmo, alguns provocam aquela sensação de levar um soco no estômago sem contato físico sabe… As primeiras duas partes são mais densas e sofridas. Os poemas são curtos e profundos na medida certa. É o tipo de livro que o leitor deve ler, parar e refletir. Entender cada verso ou estrofe. Procurar entender o sentimento por trás daquelas palavras agarradas.

Entendo esse livro muito como uma obra em que autora colocou tudo de si nele, não apenas que ela procurou dar o seu melhor, mas que nas linhas que vamos acompanhando é como se fosse a história da própria Rupi, de amor, dor, ruptura e cura. Fazendo uma avaliação geral da obra, eu classifico como boa, não entrou para a minha lista de preferidos, mas é uma leitura envolvente que faz com que tenhamos sempre a ânsia de conferir a próxima página que sempre vem carregada de mais sentimentos.  Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

Outlander- A Libélula no Âmbar

ARQ_Outlander_2_47mm.inddPor Lorena Moura

Lembram que falei que estava viciada em uma nova série? Outlander para ser mais precisa. Pois bem, o vício só aumentou e como já finalizei na TV a segunda temporada da série, resolvi ler o livro(Outlander- A Libélula no Âmbar) e claro, não poderia deixar de trazer essa obra para a minha resenha semanal.

Achei diferente o fato de que no primeiro livro a obra acaba em um lugar e no segundo começa em outro momento totalmente diferente. Gostei bastante disso, porque é nesse momento que a série vai ganhando mais forma e peso, e isso fez com que por um minuto eu refletisse sobre se seria possível essas voltas no tempo, se realmente poderia existir e se isso seria legal. Me julguem hehehe.

Neste segundo volume acompanhamos a jornada de Claire em plena corte parisiense, ao lado de Jaime, é claro. Tudo gira em torno da missão dos dois de tentarem evitar o destino já escrito, que no caso é a batalha dos Jacobitas que tentam ainda restaurar o reino Stuart. Conhecemos também Brianna, a filha do casal que vive duzentos anos à frente do tempo do seu pai. É a partir do momento em que Claire conta a sua história para a filha que vamos conhecendo um pouco mais sobre toda essa história.

O que eu mais gosto da história, além de Jaime, é claro, é de como todos os personagens tem um toque de realismo. Eles tem suas fraquezas, seus medos e incertezas e também seus momentos de bravura, suas paixões e tragédias. É como se eles fossem mais próximos de nós, porque assim como eles temos também os mesmos sentimentos e sensações. São personagens que nos fazem suspirar e prender a respiração em momentos de alegria e tristeza. E a cada livro vou me apaixonando e torcendo por esses personagens. Estou agora na contagem regressiva pelo lançamento da nova temporada na TV e também para ler o próximo livro. Boa leitura!

Lorena Moura- Jornalista

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Mauricio- A história que não está no gibi

2Por Lorena Moura

Eu não sei vocês, mas eu sou completamente apaixonada pela Turma da Mônica. Foram essas tirinhas que me ajudaram a ser a leitora que sou hoje. Lembro que na minha infância a maior alegria era ver o carteiro chegando com um pacotinho de gibis da turminha. Sério! Nada me deixava mais feliz do que isso, nem os doces tinham esse poder ainda. A turma criada pelo Maurício de Sousa  acabou sendo o ponto de partida para o meu vício pelos livros.

Eu sempre me identifiquei com alguma característica dos personagens. Seja a bravura da Mônica, a comilança da Magali ou a leveza, ingenuidade, lealdade e coragem do Cebolinha e do Cascão. Eles foram meus melhores amigos e até hoje têm um espaço reservado no meu coração. Todo esse mundo mágico foi criado pelo Mauricio de Sousa, que ganhou agora uma biografia bem linda, “ Mauricio-A história que não está no gibi”.

O livro é dividido em 39 capítulos onde o Mauricio vai contando sua história que começa bem antes dele ter nascido, com a vida dos seus avós e pais. Ao longo da obra vamos acompanhando as etapas e dificuldades enfrentadas por ele ao longo de sua vida. Mauricio começou a trabalhar cedo para ajudar em casa e teve os mais variados tipos de trabalho, de datilógrafo a repórter policial, até finalmente se dedicar integralmente ao desenhos. Uma vida cheia de batalhas, como a da maioria dos brasileiros, mas que teve um destino com mais coisas para comemorar.

O livro tem uma leitura bem contínua e fácil. É como se estivéssemos em uma conversa com o próprio Maurício e vamos conhecendo aos poucos todos os detalhes da vida do cara que criou a Mônica e toda a sua turma. Muito legal mesmo! Gostei de ver também como surgiram os personagens e como eles tem alguma inspiração em uma pessoa real, como no caso do amigo do Maurício que falava de maneira “elada” e ainda por cima tinha os cabelo espetados. Isso lembra alguém para vocês? Hehehe

Eu já tinha ideia de todo o sucesso da turma, mas fiquei sabendo de outros dados, como que a Mauricio de Sousa Produções já vendeu mais de 1 bilhão de gibis e tem em seu portfólio quase 400 personagens. Além de mais de três mil produtos licenciados.

Acho que toda criança deve ser apresentada ao mundo fantástico dos gibis, é uma ótima forma de se começar a construir a formação de um leitor. O gibi é cheio de cores e diálogos mais curtos que acabam facilitando o entendimento dos pequenos. Eu sempre me pego pensando, como deve ser incrível para o Mauricio saber que fez parte da infância de várias gerações. E essa é uma tradição que quero seguir e passar para os filhos que um dia eu venha a ter. Boa leitura!

Lorena Moura- Jornalista

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Meus dias com você

Meusdiascomvoce_CapaWEB.jpg ok okPor Lorena Moura

Se tem uma coisa que aprendi até agora nessa minha curta vida é que o tempo passa rápido e as escolhas que fazemos moldam toda a nossa vida. Simples? Acho que não, afinal leva um certo tempo para nos darmos conta disso, eu mesma ainda estou no meio desse aprendizado. E muitas vezes costumamos jogar a culpa no “destino”, e esquecemos que somos nós mesmos que construímos esse danado. São as nossas atitudes e escolhas que definem quem somos e o que queremos.

Com gancho nesse jogo de escolhas, erros e acertos, a autora Clare Swatman escreveu o seu livro “ Meus dias com você”. A história começa em uma fatídica manhã em que o casal da obra, Zoe e Ed tem uma discussão e eles saem brigados de casa. Um tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed e ele não resiste aos ferimentos. Zoe é surpreendida no trabalho com a terrível notícia e fica ainda mais triste por não ter dito a Ed o quanto o amava. Escolhas lembram?

Zoe fica se questionando que talvez se eles tivessem sentado e conversado, Ed ainda poderia estar vivo. E se, e se… Dois meses se passam e Zoe ainda se culpa por não ter dito que amava Ed em sua última briga. Em uma dessas suas cobranças mentais, ela cai no seu jardim e desmaia. Ao acordar, descobre que voltou no tempo e está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade. Daí para frente, passamos acompanhar os dias que mais marcaram a vida desse casal e vamos conhecendo um pouco mais sobre essas duas pessoas que se amam, mas assim como a maioria dos casais enfrenta seus problemas diários.

Nessa volta ao tempo, Zoe descobre que é possível mudar as coisas, e assim ela começa a tentar mudar para melhor pequenos detalhes da sua vida com Ed na esperança de que no futuro consiga impedir aquele acidente que no tempo presente tirou a vida de Ed. Ah, se todo mundo tivesse essa chance né? De poder corrigir alguns erros e escolhas do passado.

O bacana desse livro é a mensagem que fica, de que cada um pode mudar agora o seu futuro, não precisamos esperar por uma milagrosa e estranha volta no tempo. É se importando mais com seus familiares, sendo mais generosa, aproveitando a vida com toda a intensidade que ela nos oferece, e vivendo o presente como se cada dia pudesse ser o último.  Assim, você poderá ter menos coisas para se arrepender. Viva mais! Ame mais! Boa leitura!

Lorena Moura- Jornalista

lorenamoura87@gmail.com