Category: Coluna Leitura do Dia

Mauricio- A história que não está no gibi

2Por Lorena Moura

Eu não sei vocês, mas eu sou completamente apaixonada pela Turma da Mônica. Foram essas tirinhas que me ajudaram a ser a leitora que sou hoje. Lembro que na minha infância a maior alegria era ver o carteiro chegando com um pacotinho de gibis da turminha. Sério! Nada me deixava mais feliz do que isso, nem os doces tinham esse poder ainda. A turma criada pelo Maurício de Sousa  acabou sendo o ponto de partida para o meu vício pelos livros.

Eu sempre me identifiquei com alguma característica dos personagens. Seja a bravura da Mônica, a comilança da Magali ou a leveza, ingenuidade, lealdade e coragem do Cebolinha e do Cascão. Eles foram meus melhores amigos e até hoje têm um espaço reservado no meu coração. Todo esse mundo mágico foi criado pelo Mauricio de Sousa, que ganhou agora uma biografia bem linda, “ Mauricio-A história que não está no gibi”.

O livro é dividido em 39 capítulos onde o Mauricio vai contando sua história que começa bem antes dele ter nascido, com a vida dos seus avós e pais. Ao longo da obra vamos acompanhando as etapas e dificuldades enfrentadas por ele ao longo de sua vida. Mauricio começou a trabalhar cedo para ajudar em casa e teve os mais variados tipos de trabalho, de datilógrafo a repórter policial, até finalmente se dedicar integralmente ao desenhos. Uma vida cheia de batalhas, como a da maioria dos brasileiros, mas que teve um destino com mais coisas para comemorar.

O livro tem uma leitura bem contínua e fácil. É como se estivéssemos em uma conversa com o próprio Maurício e vamos conhecendo aos poucos todos os detalhes da vida do cara que criou a Mônica e toda a sua turma. Muito legal mesmo! Gostei de ver também como surgiram os personagens e como eles tem alguma inspiração em uma pessoa real, como no caso do amigo do Maurício que falava de maneira “elada” e ainda por cima tinha os cabelo espetados. Isso lembra alguém para vocês? Hehehe

Eu já tinha ideia de todo o sucesso da turma, mas fiquei sabendo de outros dados, como que a Mauricio de Sousa Produções já vendeu mais de 1 bilhão de gibis e tem em seu portfólio quase 400 personagens. Além de mais de três mil produtos licenciados.

Acho que toda criança deve ser apresentada ao mundo fantástico dos gibis, é uma ótima forma de se começar a construir a formação de um leitor. O gibi é cheio de cores e diálogos mais curtos que acabam facilitando o entendimento dos pequenos. Eu sempre me pego pensando, como deve ser incrível para o Mauricio saber que fez parte da infância de várias gerações. E essa é uma tradição que quero seguir e passar para os filhos que um dia eu venha a ter. Boa leitura!

Lorena Moura- Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

Meus dias com você

Meusdiascomvoce_CapaWEB.jpg ok okPor Lorena Moura

Se tem uma coisa que aprendi até agora nessa minha curta vida é que o tempo passa rápido e as escolhas que fazemos moldam toda a nossa vida. Simples? Acho que não, afinal leva um certo tempo para nos darmos conta disso, eu mesma ainda estou no meio desse aprendizado. E muitas vezes costumamos jogar a culpa no “destino”, e esquecemos que somos nós mesmos que construímos esse danado. São as nossas atitudes e escolhas que definem quem somos e o que queremos.

Com gancho nesse jogo de escolhas, erros e acertos, a autora Clare Swatman escreveu o seu livro “ Meus dias com você”. A história começa em uma fatídica manhã em que o casal da obra, Zoe e Ed tem uma discussão e eles saem brigados de casa. Um tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed e ele não resiste aos ferimentos. Zoe é surpreendida no trabalho com a terrível notícia e fica ainda mais triste por não ter dito a Ed o quanto o amava. Escolhas lembram?

Zoe fica se questionando que talvez se eles tivessem sentado e conversado, Ed ainda poderia estar vivo. E se, e se… Dois meses se passam e Zoe ainda se culpa por não ter dito que amava Ed em sua última briga. Em uma dessas suas cobranças mentais, ela cai no seu jardim e desmaia. Ao acordar, descobre que voltou no tempo e está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade. Daí para frente, passamos acompanhar os dias que mais marcaram a vida desse casal e vamos conhecendo um pouco mais sobre essas duas pessoas que se amam, mas assim como a maioria dos casais enfrenta seus problemas diários.

Nessa volta ao tempo, Zoe descobre que é possível mudar as coisas, e assim ela começa a tentar mudar para melhor pequenos detalhes da sua vida com Ed na esperança de que no futuro consiga impedir aquele acidente que no tempo presente tirou a vida de Ed. Ah, se todo mundo tivesse essa chance né? De poder corrigir alguns erros e escolhas do passado.

O bacana desse livro é a mensagem que fica, de que cada um pode mudar agora o seu futuro, não precisamos esperar por uma milagrosa e estranha volta no tempo. É se importando mais com seus familiares, sendo mais generosa, aproveitando a vida com toda a intensidade que ela nos oferece, e vivendo o presente como se cada dia pudesse ser o último.  Assim, você poderá ter menos coisas para se arrepender. Viva mais! Ame mais! Boa leitura!

Lorena Moura- Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

O novo livro de Dani Atkins

nossa_musica_-_capa_webPor Lorena Moura

Essa semana tive uma grata surpresa com o novo livro da autora Dani Atkins, “ Nossa Música”. Foi uma daquelas leituras envolventes, em que me peguei torcendo real por um personagem. Na história, Ally teve o seu último encontro com David há oito anos. E hoje em dia o que ela menos deseja é rever o ex namorado e sua esposa Charlotte. Mas agora Ally e Charlotte se reencontram em uma sala de um hospital, em uma noite decisiva. Cada uma em seu lugar, reza pela vida do seu marido.

David foi o primeiro amor e a primeira decepção de Ally. Eles foram namorados na adolescência e acabaram de uma forma brusca. Charlotte poderia ter sido a melhor amiga de Ally, se David jamais tivesse entrado na sua vida.

A história me comoveu tanto. Fiquei com o coração apertado diversas vezes, porque achei tudo tão real, coisas que poderiam ter acontecido comigo ou com você que está lendo essa Coluna agora. Porque Dani Atkins imprimiu um nível de realismo muito próximo do que conhecemos. É como se fosse o seu amigo contando a história da vida dele, ou aquela conversa que escutamos sem querer em um ônibus lotado. Ela nos mostra que o que somos é fruto das nossas escolhas e somos nós os responsáveis por todas as nossas decisões.

O livro é tão envolvente que nem senti as horas passando e quando vi já estava perto da meia noite. O livro aquece o coração com sua história de amor, doação, amizade, escolhas, renúncias, tempo e família. Com uma uma narrativa corrida, o livro é contado pelas duas personagens principais, Ally e Charlotte, que alternam suas vidas entre o presente e o passado.  São histórias  entrelaçadas que fazem com que você corra com a leitura para saber qual o final a autora reservou para a obra. Super indicado! Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

A série Outlander

Outlander1_CapaWEB.jpg reduzPor Lorena Moura

Descobri uma nova paixão, a série Outlander! Não sei se vocês conhecem as histórias da autora Diana Gabaldon, que criou um mundo paralelo que vem conquistando milhares de fãs ao redor do mundo. Eu conheci apenas recentemente pela série da TV e já fui em busca dos livros. E para começar, irei resenhar sobre a primeira obra, “Outlander – A viajante do Tempo”.

Tudo começa em 1945 quando no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall reencontra seu marido Frank após o período em que dedicou sua vida a socorrer pessoas na guerra. Quando voltam a se encontrar eles saem em uma segunda lua de mel em Inverness, na Escócia. Lá, ela conhecerá um antigo e misterioso círculo de pedras, onde testemunhará rituais. Dias depois,  ao voltar ao local e  tocar  na principal pedra, Claire irá acordar em 1743, em uma Escócia dominada por clãs guerreiros. Sim, é isso mesmo 1743. Parece meio louco não é? Mas que história não tem um pouco de loucura…

Sozinha em uma terra desconhecida e em um século diferente, Claire terá que se adaptar a esse novo tempo. Afinal, as tradições de 1743 são outras, totalmente diferentes da que conhecemos hoje. Por lá, a mulher deve ser submissa ao homem, não tendo voz em nada. Mas claro (ainda bem), que Claire irá nos representar da melhor forma e aos poucos irá mudar as ideias ultrapassadas que as pessoas tinham.

No meio desse novo caminho, ela conhecerá Jamie Fraser, um jovem guerreiro que irá colocar em risco muitos pontos da vida de Claire, como a sua fidelidade ao marido, que está 200 anos à sua frente. Eu já tenho o meu favorito nessa questão. E caso vocês venham a ler a série, me contem também.

Sobre os personagens, gosto de todos. É claro que uns menos e outros mais. Admiro a força e garra de Claire, essa personagem é uma sobrevivente, que luta pelos seus ideais e que está sempre a postos para ajudar quem precise. E o que falar de Jamie? Ele é o típico cara incrível que coloca a pessoa que ama em primeiro lugar. Outro ponto positivo ao seu favor é que ele é íntegro e cheio de virtudes, coisa rara hoje em dia. Temos ainda Frank, uma pessoa adorável que no tempo atual é o marido de Claire e em 1743 é o capitão Black Randall, que atormenta e persegue Claire e Jamie. Eu estou completamente apegada a essa série. É muito boa, gente! É uma aventura atrás da outra, com direito a brigas, espadas, amores, tradições e paixões capazes de mudar a história. Super indicado! Boa leitura!

Lorena Moura- Jornalista

lorenamoura87@gmail.com

As rainhas que mudaram a Europa

1507-1.jpg 2 reduPor Lorena Moura

Eu sou completamente apaixonada pelas histórias de reis e rainhas. Sério! Eu acho que em alguma vida passada, morei na França no meio do absolutismo francês e depois em pleno anglicanismo na Inglaterra, durante o reinado de alguma rainha. No meu entendimento isso pode ser explicado por dois motivos: o primeiro é pelas histórias que escuto desde cedo do meu pai, que me apresentou aos Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas desde o dia em que escolheu o meu nome. E a segunda é a minha ida a esses dois lugares. Posso dizer que me senti em casa ao visitar a França e Londres. É uma sensação de voltar para os lugares que pertenço. É meio louco lendo assim, mas só sentindo para entender.

Voltando a literatura,  sempre procurei por um livro que tivesse as histórias desses reis e rainhas que marcaram o mundo com seus atos e descompassos. O dos reis eu ainda não encontrei( então caso alguém ache, aceito de presente), mas há cerca de 4 meses atrás encontrei a obra “ Rainhas Trágicas” que reúne diversas histórias das mulheres fortes, à frente do seu tempo, donas de si e marcadas por jogos de poder e amor. E muitas vezes, por esses dois últimos pontos citados algumas perderam a cabeça (literalmente). É essa a história do livro resenhado esta semana, que reúne a história de 15 monarcas que deixaram sua marca na história da Europa ( e no mundo) e que revolucionaram muitas instituições com seus pensamentos e ideais.

A maioria delas já nasceram com o direito ao trono, mas muitas só conquistaram o poder através dos casamentos arranjados pelos seus pais. As histórias apresentadas são de quinze rainhas, como Maria Antonieta, Mary Stuart, Catarina de Médici, Maria Leopoldina,  Ana Bolena e mais dez outras. O livro é riquíssimo em informações detalhadas desde o nascimento dessas mulheres até os dias de suas mortes. São perfis que contam as histórias de seus reinados e lendas.

O livro é caro, paguei noventa reais (ele veio diretamente de Portugal), mas vale cada real gasto. Afinal, essa obra reúne mulheres porretas que ousaram ir contra as correntes que as dominavam. Afinal, o machismo é praticado desde sempre e o mais comum na época dessas rainhas e princesas, é que elas fossem educadas para serem um exemplo, aquela velha história do ” bela, recatada e do lar”, e depois de casadas, deveriam gerar um herdeiro. Mas elas quebraram as regras (ainda bem), e passaram a governar de acordo com seus ideais. Todos deveriam ler esse livro! É história viva.

O responsável por esse exemplar incrível é o historiador Renato Drummond Neto. Para mim, sem dúvidas esse é um dos melhores livros que já adquiri na vida. Uma boa aquisição para quem assim como eu, é apaixonada pela história do mundo e pelas pessoas, afinal são elas que fazem as histórias acontecerem. Depois dessa leitura já  tenho as minhas rainhas preferidas, mas devo confessar que elas são tão incríveis que é difícil ficar fã de apenas de uma. Boa leitura!

Lorena Moura- Jornalista.

lorenamoura87@gmail.com

A menina que não acredita em milagres

a-menina-que-nao-acredita-em-milagres_1.jpg.1000x1353_q85_cropPor Lorena Moura

A personagem principal do livro resenhado esta semana “A menina que não acredita em milagres”,  se chama Campbell, ela tem 17 anos e não acredita em nada que não possa ser comprovado. Ou seja, ela não acredita em milagres. Campbell está doente, com câncer e tem pouco tempo de vida.

Para compensar o pessimismo/realismo de Cam, é como se a vida colocasse ao seu redor apenas pessoas otimistas, como a mãe dela, que não aceita o fato de perder sua filha e por isso, irá convencer a  jovem a viajar com ela e a irmã para uma cidade chamada Promise, que é conhecida pelos seus  acontecimentos inexplicáveis.

Por lá Cam conhecerá a força do primeiro amor e também testemunhará eventos inacreditáveis. Será que todos esses fatos irão mudar o posicionamento de Cam e ela passará a acreditar em milagres? O livro tem uma narrativa simples e direta, sem rodeios. Cam é jovem e carrega com si um humor ácido, com respostas para tudo e todos. E essa é uma das suas principais qualidades, porque a torna única e digamos que bem mais próxima do que poderíamos chamar de real.

Um dos pontos que merecem ser comentados também é em relação a capa linda criada pela Editora Novo Conceito. Lembro que logo que vi esse lançamento fiquei apaixonada por essa capa cheia de cores e composições. Quem nunca né?

Esse livro fala sobre amor, amizade, família, esperança e vida. É sobre viver! Mas eu digo viver na forma mais plena e pura que existe, vivendo cada dia de uma vez e extraindo dele tudo que possa conseguir. Afinal, meus amigos leitores, a vida é única para cada um de nós, e devo acrescentar o seguinte, ela é curta e não volta atrás. Por isso, viva! Viva como se fosse o último dia e não tenha vergonha de nada. A vida precisa que sejamos corajosos e cheios de vivacidade! Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista

lorenamoura87@gmail.com