Ação em plena Amazônia

livroPor Lorena Moura

Devo começar esse texto dizendo que não sou fã de livros de combate, daqueles que envolvem selva, sangue, escaladas, saltos, tiros e muitos machucados, mas o livro resenhado desta semana “ Voo Fantasma”, mudou minha opinião sobre isso, e se todas as obras que eu vier a ler forem tão boas feito essa, já vou acrescentar esse gênero aos meus prediletos. O livro é “Voo Fantasma”, do Bear Grylls, isso mesmo, aquele moço aventureiro que tem um programa de sobrevivência na Discovery Channel.

O livro começa com muita emoção porque o personagem principal Will Jeager nos é apresentado em uma cena bem difícil onde ele leva uma surra dos seus torturadores. Ele foi levado para uma prisão no sul da África e algumas páginas depois de tanto sofrimento, ele é resgatado por seu amigo que o leva novamente para Londres para que participe de uma nova missão da sua empresa. A nova aventura envolve um avião que provavelmente era utilizado pelos nazistas e foi encontrado em plena Amazônia. Isso mesmo, você leu corretamente, Amazônia. Agora Will vai comandar uma equipe de 10 pessoas para resgatar o avião, mas claro que não vai ser simples assim, já que por lá existe o risco do avião estar contaminado com alguma substância tóxica e todos os perigos de poder encontrar uma tribo indígena bastante agressiva.

Além disso comandar essa equipe também não vai ser nada fácil, já que entre eles pode existir um assassino, é que o antigo comandante do grupo e amigo e amigo pessoal de Jeager foi brutalmente assassinado, mas a polícia concluiu o caso como se o ocorrido fosse um caso de suicídio. Esse amigo de Jeager quando foi encontrado já sem vida, tinha uma tatuagem rabiscada onde constava uma águia assustadora que mais tarde Jeager vai descobrir que era um dos símbolos do nazismo, signo esse que ele lembra também ter visto no dia em que sua família foi raptada, sua esposa e filho foram sequestrados de dentro de uma barraca numa montanha nevada e depois de três longos anos ele ainda não sabe se eles ainda estão vivos ou não.

Jeager é um verdadeiro exemplo de soldado, leal, bravo, destemido e bastante observador o que facilita suas tomadas de atitude sempre com muita calma e consciência. Ele vai lutar contra o tempo para resolver a questão do avião nazista, controlar uma equipe, resolver um assassinato e ainda procurar pela sua família perdida.O livro é muito bom! Com uma narrativa perfeita onde Bear Grylls leva o leitor ao extremo apenas pelas suas descrições e situações criadas ao longo da obra, muitas vezes é possível se imaginar em plena Amazônia tentando apenas sobreviver, tema esse que Bear conhece muito bem. Boa leitura!

Lorena Moura-Jornalista
lorenamoura87@gmail.com

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