A fenomenologia da escrita na língua estrangeira*

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Patricia Tenório

Para Karla Melo

 

A partir da Fenomenologia da Percepção[1], estudo desenvolvido por Merleau-Ponty, procurei dialogar com a experiência da escrita na língua francesa no período que passei em Paris entre setembro de 2006 e janeiro de 2007[2]: processo de individuação decorrido da necessidade de me expressar numa língua estrangeira, de fazer a ponte do sentido ao signo proferido pela palavra nova que se aprende e se apreende ao mesmo tempo – um nascer em outra língua. E ao nascer se descobre um mundo novo, repleto de infinitas possibilidades, enxergando as coisas elas mesmas, na essência, desprovidas das camadas de informação saturada e direcionada dos meios de comunicação em massa.

 

Na busca pela aprendizagem da língua estrangeira, recorri ao instrumento principal do artista que é questionar a realidade apresentada na tentativa de lhe conceder sentido, e este sentido revelado pela experiência realizada no contato com a língua, digo mais, com a cultura de maneira geral.

 

Porque a língua não é somente formada pelas palavras, sua etimologia e lingüística. Ela é um leque de influências oriundo das artes produzidas no país ao qual pertence. Essa estrangeridade percebida na estada em Paris me permitiu abrir espaços em branco no meu imaginário.

 

Tomemos como ponto de partida as artes plásticas. Tracei um itinerário para conhecer toda a cidade no primeiro dos quatro meses que ali permaneceria. E quando me refiro a conhecer a cidade valho-me de todas as formas de expressão do povo francês, em especial o parisiense, contando para este objetivo com a visita a museus, parques, degustação da culinária típica, dos vinhos, ler os clássicos, caminhar pela cidade para aspirá-la a plenos pulmões, viajar aos arredores, conhecer os parisienses, seus costumes – o que adiante detalharei mais profundamente.

 

A primeira visita foi ao Musée D´Orsay. Dividi por andares e a cada tarde apreciava as obras de um grupo de artistas afins. Intuitivamente, comecei pelos Realistas. O quanto me assombrou ao defrontar com L´Origine du Monde, de Gustave Courbet: o impacto direto da obra sobre o espectador desavisado, me fez tomar a caneta e caderno de anotações – costume ainda não muito exercido por mim na época – e derramar no papel tudo o que me vinha à mente. Ainda não havia uma história, ou um tema específico. Mas percebi, com o acúmulo das informações de cada dia, e a leitura do quadro de Theodore Chasériau, Tepidarium – O banho das odaliscas, que surge toda uma imagem que resultará em O Banho[3]. L´Origine Du Monde, ao despertar signos adormecidos em minha psique, também desperta signos relacionados, como o aroma de um afeto, o gosto de um cabernet, a textura da tinta a óleo, as cores fortes da paleta do pintor, que se unindo e fazendo sentido refaz na libido um gesto semelhante ao produzido pelo artista plástico quando retratou o sexo feminino de maneira direta, sem subterfúgios, em contato imediato com o leitor que se choca, para desarmando-se poder fluir toda uma carga estética no papel.

 

Pode-se questionar se este mesmo impacto das obras de arte em minhas visitas aos museus e a leitura de livros referentes a tais artistas não seriam equivalentes ao esforço para se reportar a uma ou outra cultura, a imersão no universo pictórico, a língua que outrora se falava, a ambiência artística, me transportando a uma realidade que permite experimentar, assim como os signos se revelam na coexistência uns com os outros e no poder de conexão que são capazes de produzir.

 

É o que encontro no caso da visita a Montmartre, no restaurante La Mére Catherine, quando entre vinhos e soup d´oignon me deparo com um artista a pintar uma tela nomeada de Vins Fins. Se ele pode tomar o pincel e retratar o que não se vê por traz do que se vê, por que não eu poderia o mesmo? Passo a copiá-lo em Montmartre, buscando captar cada movimento do pincel, me transpondo da mesa ao lado para o interior do meu personagem, tomando da mesma mão, escolhendo as mesmas tintas, me desfazendo de mim, apreendendo o que é ser outro.

 

No aprendizado da língua estrangeira se recorre ao que existe e sub-existe na língua, silencioso e inexpressável, capaz de calar a maior pulsão pela palavra apenas pelo fato dela se ver refletida nela mesma, causando o assombro estético, satisfazendo o gozo artístico.

 

A experiência de apreensão de outra língua é símile ao não conhecimento de língua alguma, em que, desprovido de palavras que se conectam ao sentido, podemos entrar em contato com o signo mesmo e aí então beber da fonte da verdade e conhecimento.

 

A distinção entre a língua estrangeira apreendida e a língua materna ressalta nesta prismas nunca antes vislumbrados mas sempre existentes, tal um véu de nuances que se descortinam na penumbra do nascer do sol.

 

É no vácuo da língua materna e da língua apreendida que se constrói o fazer artístico, na estrangeridade, na alteridade, no sair do ser narcísico em direção ao outro desconhecido, sem garantias, abismo a ser preenchido pela linguagem escrita, a arte que busca saída para a necessidade de expressão.

 

A leitura da cidade e suas nuances, os aromas, os dizeres das placas descobertas no Jardin Du Luxembourg.

 

L´écrivain dit presque tout pour être compris. Dans la peinture, il s´établit comme un point mystérieux entre l´âme des personnages et celui du spectateur.

                                                                       (Eugène Delacroix)

 

O escritor diz quase tudo para ser compreendido. Na pintura, se estabelece como um ponto misterioso entre a alma dos personagens e aquela do espectador.

                                                                                  (Eugène Delacroix)

 

Ou no Quai Voltaire, trechos de As Flores do Mal, de Charles Baudelaire.

 

            L´aurore grelottante em robe rose et verte s´avançait lentement sur la Seine déserte et le sombre Paris, en se frottant les yeux empoignait ses outils, vieillard laborieux. 

                                                                                  (Les Fleurs du Mal,

Le crépuscule du matin,

Charles Baudelaire)

 

            A aurora arrepiante em veste rosa e verde avançava lentamente sobre o Sena deserto e a sombria Paris, quando esfregando os olhos empunhasse suas ferramentas, velho trabalhador.

                                                                                  (As Flores do Mal,

O crepúsculo da manhã,

Charles Baudelaire)

 

Como se apreciando o cenário das pontes do Rio Sena fôssemos convidados a escrever no mesmo pulso, como ao lermos um poema nos colocamos no lugar do autor e comungamos verdadeiramente a dor por ele vivenciada e nada nos resta que a necessidade de nos expressar em ressonância com este lugar, este País Anterior suposto por Yves Bonnefoy.

 

 

Je nommerai désert ce château que tu fus,

Nuit cette voix, absence ton visage,

Et quand tu tomberas dans la terre stérile

Je nommerai néant l´éclair qui t´a porté.

 

Mourir est um pays que tu aimais. Je viens

Mais éternellement par tes sombres chemins.

Je détruits ton désir, ta forme, ta mémoire,

Je suis ton ennemi qui n´aura de pitié.

 

Je te nommerai guerre et je prendrai

Sur toi les libertés de la guerre et j´aurai

Dans mes mains ton visage obscur et traversé,

Dans mon coeur ce pays qu´illumine l´orage.

 

(Vrai Nom – Du mouvement et de l´immobilité de Douve, Yves Bonnefoy)

 

Nomearei deserto este castelo que tu fostes.

Noite esta voz, ausência teu rosto,

E quando tombares na terra estéril

Nomearei nada o relâmpago que te trouxe.

 

Morrer é um país que tu amavas. Eu venho

Eternamente por teus caminhos sombrios.

Destruo teu desejo, tua forma, tua memória,

Sou teu inimigo que não terá piedade.

 

Te nomearei guerra e prenderei

Sobre ti as liberdades da guerra e terei

Nas minhas mãos teu rosto obscuro e atravessado,

No meu coração este país que ilumina a tempestade.

 

(Verdadeiro Nome – Do movimento e da imobilidade do Fosso, Yves Bonnefoy)

 

*

 

Je voudrais prendre ton nom

Et cacher dans la profoundeur de moi-même

Où je peux chercher ton sens et découvrir

Pourquoi tu ne sors pas de mes pensées

En trouvant un lieu tranquille

Pour l’y laisser anonyme

Je demande et tu ne réponds pas

Parce que tu sais, oh, mon cher

Tu sais qu’il n’y a pas la vérité.

                       

                                                                       (Nom – Grains, Patricia Tenório)

 

Eu queria prender teu nome   

E guardar na profundidade de mim  

Onde possa procurar teu sentido e descobrir

Porque não sais de meus pensamentos

Encontrando um lugar tranqüilo           

Para ali deixar anônimo

Eu pergunto e não respondes

Porque tu sabes, oh, meu querido

Tu sabes que não existe a verdade.

 

                                                                       (Nome – Grãos, Patricia Tenório)

 

 

E por que a expressão em poesia ao invés da prosa? Em alguns momentos, a poesia pareceu ser a única saída: diante da mais profunda dor, fosse ela saudade (Fotografia, Estrela), ou assombro diante do inominável, quando em Marseille – porque para se conhecer Paris é preciso conhecer seus arredores para da análise se fazer a síntese -, do contato com obras de Jean-Paul Riopelle no Museu Cantini, reagi na forma mais violenta possível (Aborto, Terror, Pernas). Ou na visita ao Museu de Artes Africanas, Oceânicas, Americanas, em meio a uma infinidade de máscaras tribais, sou atraída sem saber por uma máscara da tribo brasileira Munducuru (Chakras). Ou no Museu de Arte Moderna de Strasbourg, tentei decifrar histórias em poesia (Quatro Cantos), ou curta prosa poética (Absinto, Acrobata ou Madame X). Apenas no distanciamento físico e temporal foi possível se compor em prosa mais longa (Labyrinthe, Grafite, Au Sud de Nulle Part, Chuva, Le Mirroir).

 

Em Paris, no Musée Guimet de Artes Asiáticas, penetro no minimalismo dos signos (Id, Yang, Ying, Plat, Wanli) dos objetos chineses; deles me aproprio e transfiro significado e significante à medida que se reconstroem no meu imaginário, tal a retina inverte a imagem enviando traduções ao cérebro receptivo.

 

Mas a apropriação é inconsciente, agindo por causa própria e com a única intenção de se expressar. Por exemplo, Pandôva. Foi preciso dois anos para que eu tomasse posse do significado do que aparentemente provinha de uma espécie de sonho e alucinação. Quando acordo numa madrugada de dezembro de 2006 com o texto pronto na mente e, ao transcrevê-lo, começo a sentir a dormência a partir dos pés e mãos, enraizando-se para todo corpo, não era apenas o psiquismo que eclodia pelo acúmulo de estímulos sensoriais de leituras várias: a linguagem se metamorfoseava na escritora em construção. Naquele momento previ acontecimentos futuros da vida pessoal simbolizados e expliquei heranças arquetípicas. Não que a literatura possa se confundir com a psicanálise, mas ali, naquela intersecção, elas se comunicaram e revelaram um sentido totalmente desconhecido para quem a escrevia.

 

Nesta época pensava em francês, escrevia em português e vice-versa, sem a preocupação com as fronteiras que somente mais tarde me foi necessária na revisão dos textos para o livro Grãos.

 

Decerto poderia questionar o porquê desta distância no tempo e no espaço para que se faça uma análise minuciosa do processo criativo de então. Em primeiro lugar, não se enxerga o próprio corpo em movimento. É preciso afastar-se o suficiente como a um filme em que poderemos observar detalhes antes imperceptíveis, e que ressaltam uma leve tendência do pensamento: uma escolha de palavras que estavam atreladas a um contexto de maneira tão absorta e por isso invisível, toda carga emocional descia numa nuvem escura sobre os cílios de outrora, hoje se desanuviam as cores e odores, o nostálgico nos posiciona feito espectadores de nós mesmos e faz do sentimento fugidio que tentávamos captar no passado, aquele que agora por nós perpassa como flecha rasgando as novas camadas de embotamento do tempo.

 

Não há arte sem vivência e se transcende na consciência da dor insuportável do viver. Para o artista que sente na carne o mundo selvagem em que habita, imprime na expressão o bálsamo das suas próprias chagas, destrói-se para poder se reconstruir (Colagem – Museu Picasso) e com isso suporta mais um pouco, até a dor dilacerar-lhe novamente o nervo exposto e com isso produzir novo quadro, novo texto, novo bálsamo.

 

O movimento se dá em direção ao inominado, com a boa intenção do olhar receptivo e o impacto que a vivência nos provoca. Por exemplo, caminhar pelas ruas da Cidade Luz para se perder, admirando a paisagem como a primeira vez que a enxerga, me fez encontrar detalhes que antes não estavam lá, que podem ter sido percebidos por uma quantidade restrita de pessoas sensíveis e expressos em infinitas possibilidades. As placas de Baudelaire e Delacroix, um Clube de Poetas por trás da Assembléia Nacional, o Marco Zero no chão do pátio da Notre Dame, o aroma das verduras e frutas no mercado da Bastille, o livro que o filho caçula mais gosta de ouvir, Devine Combien Je T´aime, numa pequena livraria do Marais, tudo estava, tudo permanecia na esperança de ser captado por um olhar sensível.

 

O estar perdido é a busca deste lugar já conhecido, que permite a construção das paredes psíquicas do ser por suas próprias condições. O estar só no mundo contando com essas características que somente a si pertencem. É como pisar em círculos de madeira que vão aparecendo a medida em que o passo toca o vazio, e mais outro passo, e mais outro círculo de madeira. O caminhar para fora, metáfora do caminhar para dentro, investigando possibilidades e tomando anotações, rabiscos de histórias também metaforizadas. Nestas histórias curtas me reconheço, não como o presente de aulas na Sorbonne ou com Isabelle pelos cafés da cidade, mas como um ser-a-vir, uma espécie de símbolo se instalava nos textos que aos poucos se desvendariam.

 

Não se pode esquecer das relações humanas. O protótipo do parisiense fechado e avesso às amizades se desfaz no momento em que os convido a uma noite de queijos e vinhos no meu pequeno apartamento alugado à Rue de Saints-Pères em Saint-Germain des Près. A primeira impressão é de desconfiança e o abismo parece intransponível. Mas quando se recorre à tentativa de entendimento de quem não domina a língua, e utiliza de mímicas ou desenhos para se expressar, a empatia se instala: o ajudar ao próximo como a si mesmo passa de pura filosofia cristã para o ato simples e gratuito.

 

Procurava encontrar o sentido da minha passagem por Paris, além dos ateliers, além dos museus, seus Renoirs, Monets, Cézannes, Rodins; procurava o mesmo rosto que agora enxergo com um pouco mais de nitidez, a uma semana de retornar à Cidade Luz após dois anos sem percebê-la com toda minha alma. O passado que era presente não entrevia esta fresta de tempo onde eu poderia significar uma leitura de acontecimentos alinhavados a partir do que me produziu aquela experiência durante quatro meses. Os grãos aprisionados durante o tempo que leva a germinação, quando pode se enraizar no corpo novo que contém o antigo. As entranhas geram o novo ser, acúmulo de experiências, estudos, leituras diversas, das paisagens às letras inscritas no português, no francês, as línguas se intertextualizando e produzindo fagulhas de entendimento.

Silêncio. Percorrendo as ruas de outono, sob a chuva fina e o pulsar do coração embalando os ouvidos, a minha voz com a minha voz apenas. E registro as folhas caídas na Ile de St-Lois e seus mercadinhos variados, ou me assombro perante a tumba de Napoleão, ou na busca cavaleresca de uma livraria portuguesa para lançar meu livro[4] no 13º arrondissement ou na Rue Du Chevaleret, quando, após um mês percorrendo Paris a pé, me deparo com o emaranhado de conexões do Metrô, me apavoro diante do submergir a cidade, da mesma maneira que antes a desbravava ao ar livre com o sol lambendo o rosto.

 

O escrever diante da obra de arte, ou paisagem, monumento, livro pleno de afeto encontrado nas ruelas do Marais aciona ressonâncias, manipula o “barro” da psique do artista que vai se construindo ao mesmo tempo em que escreve, escreve e se inscreve sob a máscara de seus personagens, constituindo a si próprio e enxergando os ajustes a serem feitos na sua personalidade.

 

Se a princípio a aprendizagem da língua francesa me sufocava pela minha aparente incapacidade de absorção, foi exatamente neste ponto que a fenda da linguagem se instaurou revelando uma terceira língua provisória, distante e ao mesmo tempo próxima do passado (português) quanto do futuro (francês), permitindo entrar em contato com os signos pura e simplesmente, transferindo para o encapsulamento aquilo que não poderia ser dito nem numa língua nem na outra.

 

Por isso a fragmentação do todo, a diversidade no uno, para poder então das cinzas se compor fogueira de sentidos, de iluminações, gênese do futuro romance que entrevejo em bruma – A mulher pela metade. Tal um entrelaçar de hastes da forma da linguagem, que estão ali enquanto necessárias à construção do bloco central, do núcleo da história a ser contada e, ao tomar consciência, solidificam-se, as hastes transfiguradas pela certeza de que o bloco não se diluirá no contexto e não passará despercebido por quem o escreve.

 

Ao sair de si, uma outra pessoa se observa, fica à margem da existência; então aquela realidade pode ser transformada, nem é história nem é ficção: passa-se ao circunscrito espontâneo e inconsciente da linguagem, quando maneja a si mesma sem perceber-se manejada, deixando ao leitor – que pode ser a própria escritora no futuro – a tarefa de decifrá-la e lhe impor sentido.

 

 

www.patriciatenorio.com.br

patriciatenorio@uol.com.br

 



* Posfácio de A mulher pela metade, Patricia Tenório, Editora Calibán, 2009.

                                     

[1] MERLEAU-PONTY, M. “Sobre a fenomenologia da linguagem”; “A linguagem indireta e as vozes do silêncio”. In: Maurice Merleau-Ponty. Textos Selecionados. São Paulo: Abril Cultural, 1980 (col. Os Pensadores).

[2] Época em que me submeti a ateliers para escritores e de poesia, o primeiro na Universidade Sorbonne – Paris IV com Laurenne Gèrvasi e o segundo com a poetisa e tradutora Isabelle Macor-Filarska. Fazia apenas um ano que iniciara o curso de francês básico, motivo pelo qual me inscrevi na Aliança Francesa, à Boulevard Raspail, no intensivo, turno manhã, um mês antes de iniciar o atelier da Sorbonne.

[3] O Banho e demais textos citados estão em Grãos, Editora Calibán, 2007, compilação do resultado desta experiência em Paris.

[4] As Joaninhas não Mentem, Editora Calibán, 2006

 

 

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